Em 20 de setembro de 2015 a Grécia tem novas #Eleições. Discute-se mais do que um partido de esquerda ou de direita estar no poder. Discute-se o desejo da população grega de permanecer ou não na zona do euro; enfim, discute-se o próprio futuro da Grécia e de seu povo milenar. Entretanto, no país que é o berço da democracia, se você é um dos nascidos após 1997, ou se vive no estrangeiro ou se reúne ambas as condições, você não tem o direito de votar nessa e nas próximas eleições parlamentares.

Apesar do Eurodeputado do partido grego SYRIZA, Manolis Glezos, ter no final do ano passado reforçado a necessidade da ativação imediata da legitimidade dos votos dos gregos no exterior, o governo de Atenas, se contrapôs ao pedido dizendo que era muito difícil atualizar os cadernos eleitorais de todos os expatriados gregos.

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Em 10/09/2007, Nicholas e Christos Cretzschmar Giakoumopoulos ao irem no consulado grego do seu local de residência em Estrasburgo, França, para votar nas eleições parlamentares de 16/09/2007, deram início a uma questão jurídica que tem conseqüências até hoje. O que aconteceu? O cônsul grego se recusou a registrar os votos, fazendo com que os 2 homens levassem a Grécia ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos. Entretanto, o que mais causou espanto foi a decisão unânime em 15/03/2012, onde o Tribunal de Justiça Europeu declarou que esta falha específica do Estado grego não é uma violação do Artigo 3 (direito a eleições livres) da Convenção Européia dos Direitos Humanos.

Situações assim, fizeram com que a partir de 2012 grupos defensores da liberdade e dos direitos dos gregos como a Nova Diáspora se manifestassem na web por meio de ações muito bem organizadas como a campanha online "Eu Não Posso Votar".

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Foi lançado ainda o vídeo que se tornou viral na internet, onde pessoas de vários países, diziam poder votar e por fim representantes gregos, falavam que diferente dos outros representantes mundiais , eles os gregos não tinha esse direito.          

 

Uma lição importante deu a Romênia sobre o tema no final do ano passado quando as eleições para 1.º ministro foram caracterizadas por uma inversão histórica no 2.º turno, onde o líder do Movimento Nacional Liberal de direita, Klaus Johannis Werner venceu o então 1º. ministro em exercício de centro-esquerda Victor Ponta, tudo isto graças aos votos de romenos que vivem no exterior.

Os cidadãos da maior parte dos países da União Européia podem votar desde o estrangeiro nas eleições dos seus respectivos países. Basta para isto preencher um formulário na internet, que é um documento reconhecido pela UE, mas, isto não acontece com a Grécia.

A Constituição grega fala em 7 princípios básicos para se ter direito ao votos, a saber: que se tenha primeiramente o sufrágio universal; a igualdade do voto; voto direto; o sigilo do voto; o voto obrigatório; eleições a serem realizadas em todo o país e condições de estrutura adequadas ao exercício do voto.

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Enfim, os mesmos políticos gregos que criaram a nova onda de imigração nos país, semelhante aquela da década de 1960, não apoiaram a legalidade dos votos dos gregos que moram fora da Grécia. O que vale mais, pagar um preço exorbitante de um bilhete aéreo para se votar na Grécia ou um simples pedaço de papel que é o voto?! #Europa #Crise