Uma cena memorável foi protagonizada pelos alemães neste sábado (5). Após a confirmação do #Governo alemão de que milhares de refugiados da Hungria e da Áustria chegariam ao país, a população esperou o primeiro grupo na estação de trem de Munique para recepcioná-los.

Alguns se emocionaram por não esperar tamanha recepção depois de tanto sofrerem para conseguir fugir da guerra. Esse grupo, de cerca de quatrocentos e cinquenta pessoas, dentre eles mulheres e crianças, foi impedido de acessar os países da Europa Ocidental na última semana. A situação de desespero aconteceu após o governo da Hungria os impedir de prosseguir viagem, fazendo com que permanecessem em situação precária em Budapeste.

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Depois de ampla pressão internacional, a Hungria decidiu abrir a sua fronteira e estima-se que até o próximo fim de semana, cerca de dez mil pessoas chegarão à Alemanha. Desde o início de 2015, mais de trezentos e cinquenta mil refugiados já adentraram os países da Europa para fugir das barbáries praticadas pelo #Estado Islâmico e grupos terroristas similares.

O governo alemão, de Angela Merkel, sugeriu que seja criada uma política de cotas, onde os países da União Europeia podem se dividir e revezar para receber os refugiados que vão chegar nos próximos meses. Entretanto, a proposta tem sofrido muita resistência por parte de alguns países do bloco. Por outro lado, apesar da Hungria ter liberado a sua fronteira, deixou claro que isso é temporário e que está disposta a utilizar-se de tropas para proteger a entrada de novo refugiados no país após a flexibilidade concedida.

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O número de refugiados e imigrantes se intensificou em março desse ano, quando o Estado Islâmico tomou conta de metade do território sírio e do Iraque, bem como o Boko Haram dominou alguns países da África. O impedimento da entrada de pessoas nessas condições, bem como a recusa do pedido de refúgio, fazem com elas tentem entrar clandestinamente na Europa pelo mar, o que acarreta a morte de muitos deles, como ocorreu nessa semana com a família Kurdi, do qual vieram a óbito a mãe e seus dois filhos de cinco e três anos de idade. #Terrorismo