O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou nesta sexta-feira (18) a nomeação de Eric Fanning para liderar o Exército americano, fazendo dele o primeiro gay assumido a assumir um posto de secretário militar. Esta nomeação ainda será submetida a aprovação do Senado.

Até o momento Fanning vem desempenhando suas funções como subsecretário das Forças Armadas, antes era assistente especial do Secretário de Defesa, Ashton Carter.

Alguns críticos temem que a nomeação de Fanning, pelo fato de ser gay assumido, venha a mudar o foco para a vida militar em detrimento da eficácia militar, principalmente porque os EUA enfrentam ameaças em todos os sentidos no senário mundial.

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Acreditam que Obama ao nomear Fanning demonstra uma evidente falha em sua política militar, concentrando-se em sensibilidades de identidade enquanto há ameaças militares de todo o mundo, particularmente a partir de #Estado Islâmico ( ISIS ).

Porem, estes críticos terão que aceitar o fato de que Fanning vem provando a sua capacidade a 20 anos, exercendo altos cargos de confiança, como o gerenciamento do Pentágono nos programas dos jatos de combate e da construção naval norte-americana.

“Eric traz muitos anos de experiência e liderança excepcional para esse novo posto", disse Obama, num comunicado. "Sou muito grato por seu comprometimento com nossos homens e mulheres fardados, e estou confiante de que ele vai ajudar os soldados americanos com distinção. Estou ansioso para trabalhar com Eric e manter nosso Exército como o melhor do planeta".

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Matt Thorn, diretor executivo interino da OutServe-Service, uma organização com sede em Washington, que busca igualdade LGBT nas Forças Armadas disse que " sem dúvida, o fato de ter uma pessoa assumidamente gay em posição de alto nível dentro do Departamento de Defesa, dá um alto tom para entender melhor as necessidades dos soldados gays e suas famílias"

Já outros acreditam que a orientação sexual de Famming não será nenhum problema dentro das Forças Armadas Americanas. " Minha impressão é que o Exército já superou isso a muito tempo " disse Phil Carter, pesquisador sênior do Centro para uma Nova Segurança Americana em entrevista ao The Washington Post.

Mas a verdade é que até 2011, os soldados eram expulsos do exército pelo fato de serem gays. Muitos lutam até hoje para terem uma dispensa honrosa.

Sinalizando o quanto o país mudou na última década, a orientação sexual de Fanning não parece ser um problema entre republicanos e democratas no Congresso, que estão muito mais preocupados com o estado do Exército.

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Desgastado pelas guerras no Iraque e no Afeganistão, o Exército teve de lidar com um alto numero de suicídios ao se aproximar o final da guerra. Recentemente, O general da Reserva e ex-chefe do Exército Ray Odierno, disse que “os orçamentos apertados e 14 anos de guerra contínua tinha degradado muito a prontidão do Exército para lutar e que só um terço das suas brigadas estavam preparadas para serem enviadas a uma zona de guerra, a menor taxa de prontidão em décadas”.

"Há realmente uma crise moral e orçamentária no Exército, que veio se desenvolvendo ao longo dos últimos anos", disse Joe Kasper, chefe de gabinete do Rep. Duncan Hunter D. (R-Calif.). "O Exército precisa de um líder que se aproxime dos soldados, que reconheça que a guerra pode ficar feia e que não se intimide diante das questões difíceis. Se Fanning é esse tipo de pessoa, ele vai ser abraçado. " #Terrorismo #EUA