Nesta terça-feira (22) foi anunciada nos Estados Unidos uma investigação criminal contra a empresa alemã Volkswagen, sob acusação de ter instalado um dispositivo para fraudar os resultados de testes de controle de emissão de poluentes em 11 milhões de veículos, que foram vendidos em diversos países, em várias de suas marcas. Sem dúvida alguma, um escândalo.

A empresa é a maior montadora de carros da Europa e pertence ao Grupo Volkswagen, também proprietário das marcas Audi, Ducati, Bugatti, Lamborguini, Bentley, Seat, Skoda, Porsche, MAN, além dos caminhões Volkswagen e Scania.

A investigação, que será conduzida por uma divisão do Departamento de Justiça norte-americanos responsável pelas questões ligadas ao meio ambiente e recursos naturais, poderá estipular uma multa de até 18 bilhões de dólares (pouco menos de 720 bilhões de reais).

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Admitindo que a fabricante possui um software que altera os resultados de testes de poluição, o executivo-chefe da Volkswagen Martin Winterkorn publicou no site da empresa um pedido de desculpas.

O estado americano da Califórnia também investiga a montadora, por queixas coletivas de clientes que consideram ter sido enganados. Na Itália e na Alemanha foram abertas novas investigações.

Em um comunicado, a empresa explicou que os automóveis com motores do tipo EA 189, podem ter discrepâncias nestes dados, já os que tem motores a diesel EU 6, que são vendidos na União Europeia, estariam de acordo com as normas ambientais e as exigências legais. Porém não foi declarado em quantos modelos o software foi usado. O que se sabe até o momento é que o Audi A3, o Golf, o Jetta e o Beetle possuem o tipo de motor citado.

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A fraude causa prejuízo

Uma empresa de tamanho porte envolvida em uma investigação, reflete imediatamente nas bolsas de valores. Na bolsa de Frankfurt, a queda das ações foi de 17% na segunda-feira (21) e mais de 20% nesta terça.

Após ter admitido as alterações, a Volkswagen perdeu quase um quarto de sua capitalização, valor que ultrapassa 15 bilhões de euros.

A empresa alemã reportou ainda que, neste terceiro trimestre do ano, fará uma provisão de 6 e meio bilhões de euros para cobrir os possíveis custos do escândalo.

As vendas de modelos a diesel da Audi e VW foram suspensas nos Estados Unidos. Estes carros representavam 23% das vendas naquele país.

 

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