O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, disse, em discurso no parlamento, que isso é uma vergonha. "Tenho vergonha, enquanto membro desta liderança europeia, tanto pela incapacidade da Europa em dar resposta efetiva a este drama humano, como pelo nível do debate nas altas instâncias, em que cada um tenta passar a culpa para o outro", disse Tsipras, diante da tragédia desta sexta-feira, 30, no mar Egeu.

Ao todo, 22 pessoas foram vítimas de afogamento, próximo da ilha Kalymnos. Mais da metade das vítimas eram crianças. Este acidente ocorreu quando um barco clandestino transportava cerca de 150 pessoas migrantes. As autoridades locais conseguiram resgatar centenas de pessoas.

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A busca por sobreviventes da tragédia continua com quatro barcos de patrulha gregos, um navio da agência europeia de controle das fronteiras externas da UE (Frontex) e um helicóptero. Esta não é a primeira tragédia de afogamento na região, outros naufrágios ocorreram na quarta-feira, 28, e na quinta-feira, 29, e deixaram 17 pessoas mortas.

Na quinta-feira, a Agência das Organizações das Nações Unidas (ONU) manifestou sua profunda preocupação com a "deterioração das condições meteorológicas" e seu reflexo sobre a situação dos migrantes. Segundo a agência de notícias francesa AFP (Agence France-Presse), mais migrantes se arriscaram no mar nesta sexta-feira.

A agência de notícias francesa também afirma que apenas no mês de outubro, 68 pessoas morreram durante tentativas de chegar à Europa, a maioria crianças.

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O primeiro-ministro grego Tsipras solicitou à União Europeia "uma condenação oficial da decisão de construir muros e barreiras e fechar as fronteiras", referindo-se ao governo da Hungria, e a abertura de canais legais para que os #Refugiados possam entrar na Europa. Se referindo à Turquia, Tsipras disse: "respeite seus compromissos".

"Nossa primeira obrigação é salvar vidas e não permitir que o Egeu se transforme em um cemitério (...) e para isto não pedimos nem um euro", disse o governante àqueles que se opõem às portas abertas do governo Tsipras. #Blasting News Brasil #Crise migratória