James Richardson, de 35 anos, foi considerado culpado pela morte da namorada Natalie Czekaj, de 34, na casa do casal, em Harrow, na Inglaterra. Mesmo com  todas as provas e confissão do próprio James, o tribunal acabou tendo mão leve. Apenas quatro anos de cadeia para o homem que esfaqueou por mais de vinte vezes a namorada nas costas (atingiu o coração) e quase cortou fora sua cabeça, utilizando uma faca do pão. Tudo porque estava alcoolizado no momento do crime. 

O assassinato aconteceu em janeiro último e nesses nove meses, Richardson esteve detido em prisão preventiva. Agora, nesta sexta-feira, dia 2, o tribunal terminou um julgamento que, para muitos, está sendo considerado de leve. 

Richardson tinha uma relação de mais de 4 anos com Natalie, mas o ciúme estava detonando esse relacionamento.

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O homem bebia demais e morria de ciúmes por ela trabalhar em um bar, no turno da noite. Fazia quatro meses que ela havia apresentado queixa na polícia por violência doméstica. Nessa noite, o casal esteve junto, bebendo ainda nas celebrações do novo ano. E ela falou para ele que estava pensando ir embora e por um ponto final na relação. 

Renitente com essa sugestão, ele se tornou agressivo. Como sempre fazia quando bebia demais. Agiu por "fúria de bêbado", falou o juiz no julgamento, citado pelo jornal inglês Mirror

Após matar a namorada, Richardson ligou para emergência confessando logo a responsabilidade pelo crime. Quando os policiais chegaram em sua casa, contou que fez "uma coisa má", gesticulando com a própria mão no seu pescoço, mostrando que cortou a cabeça da namorada. 

Nove meses depois, o juiz aceitou o apelo da defesa de Richardson.

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Apesar de considerar esse crime de "violento" e até de "horrendo", o juiz entendeu que o álcool retirou responsabilidade ao homem na hora do crime, isentando ele de assassinato. Assim, o homem foi culpado por homicídio involuntário e a condição de alcoólatra acabou salvando ele de uma pena bem maior. "Não estava na posse de todas as faculdades", admitiram os dois psiquiatras, falando para o tribunal que as capacidades mentais de Richardson estavam "substancialmente diminuídas", como noticia o jornal Mirror

Richardson também mostrou estar arrependido ao longo de todo o processo e afirmou não se recordar de nada da noite do crime, nem por que razão fez tal barbaridade. 

O que os leitores acham? É justo usar o álcool como desculpa para um crime tão horrendo? Quatro anos é uma pena justa para tirar a vida de alguém? Deixem vossas opiniões nos comentários em baixo.  #Justiça #Europa #Blasting News Brasil