Foram doze anos de mandato dos Kirchner e oito anos de Cristina, mas no próximo mês de dezembro a história chega ao fim. Há exatamente oito anos, em 28 de outubro de 2007, a ex-primeira dama Cristina Kirchner vencia o pleito e se tornava a 55ª presidente da República Argentina, a primeira mulher a assumir o cargo no país.

Viúva do ex-presidente Néstor Kirchner, que governou de maio de 2003 até dezembro de 2007, Cristina foi às urnas no último domingo, dia 25, onde votou no sucessor que ocupará seu cargo a partir de dezembro deste ano.

Após registrar seu voto em Santa Cruz, na Patagônia – região de onde a família Kirchner provém – Cristina se mostrou otimista e tranquila.

Publicidade
Publicidade

“Cumprimos a promessa: deixamos um país normal”, declarou a presidente do país vizinho. “Estamos votando em um país normal. Sempre votávamos em meio a crises, renúncias antecipadas, crises graves. Estamos votando depois de três períodos consecutivos em um país absolutamente normal”, completou.

Vida e mandatos

Nascida na região de La Plata, em Buenos Aires, em 19 de fevereiro de 1953, a atual presidente argentina se casou com o colega de estudos e militância política Néstor Carlos Kirchner em 1975. Unidos, o casal de advogados lutaram contra a ditadura argentina, que chegou a atentar contra ambos com uma bomba colocada no escritório de advocacia que possuíam.

Integrantes do Partido Justicialista, conhecido na Argentina como “Partido Peronista”, Néstor e Cristina chegaram à casa Rosada pela primeira vez em 2003, quando o ex-governador de Santa Cruz venceu o pleito após a desistência do outro candidato concorrente no segundo turno, Carlos Menem.

Publicidade

Após o fim do mandato de Néstor, Cristina, então senadora pela província de Buenos Aires, disputou e venceu o pleito de 2007 no primeiro turno com mais de 45% dos votos. Ela voltou a se reeleger no primeiro turno em 2011, quando angariou mais de 54% dos votos, registrando a maior vitória eleitoral do país desde 1983.

A presidente havia ficado viúva em 2010, quando seu marido e então primeiro-cavalheiro do país, Néstor Kirchner, faleceu em virtude de uma parada cardiorrespiratória.

Durante seus dois mandatos, a presidente colecionou polêmicas com figuras importantes do país como juízes, políticos, empresários e donos de veículos de comunicação. Entre apoiadores e detratores, a presidente deixa o cargo com cerca de 50% de aprovação, segundo pesquisas locais.

Apoio para Scioli

Apoiado pela presidente para sucedê-la no cargo, Daniel Scioli teve sua candidatura defendida pela atual mandatária, que afirmou que o país sul-americano avançou sob o governo de seu partido.

“Depois de três períodos consecutivos de governo Frente Para a Vitória, se vota em um país absolutamente normal, sem medo que nada lhes aconteça economicamente nem de perder seus trabalhos, com uma atividade econômica e crescimento único”, completou a mandatária.

Publicidade

Aos jornalistas, Cristina afirmou que continuará se dedicando à militância política após o fim do seu mandato. A governante argentina deixará a Casa Rosada no dia 10 de dezembro de 2015.

  #Eleições #Mercosul