A Pepsi está sendo duramente atingida na Venezuela. Na última terça-feira, (6), a empresa relatou uma enorme cifra de US$ 1.4 bilhão entre impostos e custos operacionais para seus #Negócios na Venezuela, resultado da moeda desvalorizada do país, a economia e as perspectivas políticas.

É mais um sinal de que a Venezuela, com inflação disparada, confundindo leis cambiais e com sua economia despencando, está levando as grandes empresas norte-americanas para baixo.

As vendas na Venezuela constituem apenas 2% da receita da Pepsi. No terceiro trimestre de 2015, a receita total da Pepsi no mundo foi de US$ 16.3 bilhão. Mas dentro dessa matemática, a empresa tem somente US$ 326 milhões em vendas esse ano na Venezuela, enquanto ela teve um custo de US$ 1,4 bilhão em seus negócios por lá.

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OTIMISTAS

Isso não significa que os venezuelanos não terão Pepsi para beber. A empresa vai continuar a fazer negócios no país. Um porta voz afirmou que, apesar do resultado desse golpe contábil ter vindo de uma vez só, a empresa calcula que não terá custos negativos no futuro.

"Apesar de nosso revés na contabilidade de nossas operações na Venezuela, com encargos em tributos e outros custos operacionais, continuamos dedicados a servir o mercado venezuelano", acrescentou a CEO da Pepsi, Indra Nooyi, em comunicado oficial.

DESVALORIZAÇÃO CAMBIAL

Desde o início do ano, o bolívar desvalorizou 379% em relação ao dólar americano. Em janeiro, 1 dólar valia 173 bolívares. Hoje, é de 829 bolívares, segundo o site dolartoday.com, que acompanha a taxa de câmbio oficial da Venezuela.

O que é confuso, é que a Venezuela tem quatro taxas de câmbio diferentes, incluindo a taxa oficial.

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Há uma taxa oficial diferente para as pessoas comuns e outras para exportações e compras governamentais.

NO MESMO BARCO

A Pepsi não está sozinha. Empresas de todos os tipos, a partir da Ford (F), a General Motors (GM), IBM (IBM-Tech30), DirectTV (DIRV) e Citigroup (C) relataram algum tipo de perda devido a desvalorização da moeda venezuelana.

Pelo menos 46 empresas do S&P 500 (índice da Standard & Poors, empresa de consultoria financeira que trata das 500 ações mais importantes do mercado mundial ) - quase 10% do índice - relataram algum tipo de exposição negativa com a desvalorização da moeda da Venezuela no início deste ano, de acordo com um relatório da Bloomberg.

No entanto, a Pepsi bateu as expectativas dos analistas na terça-feira e suas ações realmente saltaram para mais de 1,3%. O fato de a empresa estar dando garantias que não vai ter perdas futuras na Venezuela é um sinal positivo para os investidores também. #Crise #Blasting News Brasil