Era agosto de 2014 quando o grupo jihadista autoproclamado #Estado Islâmico começava a ganhar notoriedade depois da brutal execução do jornalista norte-americano James Foley. Em um vídeo que rapidamente correu o mundo, o refém aparecia em uma área deserta vestindo um macacão laranja acompanhado de um combatente armado da organização. Segundos depois, foi decapitado.

A barbárie foi apenas o ponto de partida para inúmeros outros crimes da pior espécie, elevando, sobremaneira, os níveis de crueldade. No início de 2015, um piloto jordaniano foi queimado vivo. Meses depois, espiões foram afogados em uma piscina. Até um recém-nascido, filho de um militar opositor dos radicais islâmicos, não foi perdoado.

Publicidade
Publicidade

Em busca da consolidação do seu califado e do poder de mais territórios no Oriente Médio, o EI extermina qualquer um que tenha uma interpretação religiosa contrária ao islã.

O grupo aproveitou o momento enfraquecido da comunidade iraquiana e da constante #Guerra Civil na Síria para ganhar espaço, reforços e se afirmarem como uma organização terrorista de imensurável poder militar. Hoje, lideranças mundiais se fundem em uma coalizão visando barrar o avanço do EI e estancar os infindáveis massacres de inocentes. Mas os últimos números demonstram que a missão não será nada simples.

Dados assustam

Nesta quinta-feira (22), consultores da empresa IHS Jane, sediada em Londres e especializada em defesa e segurança, avaliaram que as ações violentas dos jihadistas tiveram um substancial crescimento nos últimos três meses.

Publicidade

Foram mais de 1.000 ataques e aproximadamente 3.000 mortos no mundo inteiro.

Os alarmantes números indicam um crescimento de 42% nos ataques diários feitos pelos terroristas, o que representa uma média, entre julho e setembro, de 11,8 ações violentas por dia. Ao mesmo tempo, o levantamento demonstra que os ataques da coalizão internacional contra o EI, liderada pelos EUA, ainda estão distantes de enfraquecer os pontos centrais do grupo.

Além disso, o Centro de #Terrorismo e Insurgência da IHS Jane, departamento responsável pela realização e divulgação desses dados, trabalha com a possibilidade de que os combatentes do Estado Islâmico tenham feito ainda mais ataques do que aqueles que o órgão conseguiu captar.

“Ainda que os ataques aéreos e todos os esforços militares provenientes da coalização internacional tenham colocado pressão em cima dos jihadistas, o Estado Islâmico segue bem distante de demonstrar algum tipo de enfraquecimento para que se possa vislumbrar uma reconquista de territórios ou até mesmo derrotá-los”, salientou Matthew Henman, chefe da divisão de terrorismo da IHS Jane, em entrevista concedida à agência France Press.

Publicidade

Por fim, há uma discussão sobre a atual presença russa em território sírio. A leitura realizada pela empresa dá conta de que a entrada da Rússia poderá fortalecer ainda mais as células principais do EI, já que Moscou estaria mais interessada em defender o regime sírio do que propriamente barrar os avanços dos combatentes jihadistas.