Shannon Hall e Daniel Compton viram suas vidas de pernas para o ar quando sua primeira bebê nasceu prematuramente, a 28 de Setembro. Evie não esperou nem pelas 29 semanas para vir ao mundo, dizem os pais. Já passava do tempo, diz a companhia de seguros. O problema maior parece estar no relógio. Ou melhor, na diferença horária entre Punta Cana e Inglaterra. São cinco horas que podem fazer a diferença entre nascer antes ou depois das 29 semanas. Coisa pouca? Nem por isso, quando podem estar envolvidos quase um milhão de reais. 

Mas, vamos por partes. A inglesa Shannon Hall estava de férias em Punta Cana, na República Dominicana, com o namorado Daniel Compton, para assistir o casamento de um amigo.

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Grávida de 28 semanas, fez uma apólice de seguros para poder viajar e acertou tudo na Inglaterra com a companhia Infinity. Shannon começou sentindo as primeiras contrações no dia 27 de Setembro, onze dias depois de aterrar nas Caraíbas. 

No Hospital fez alguns exames e lhe cobraram logo algo em torno de 13.800 reais. Começaram tratando uma suposta infeção que estaria provocando as contrações. A medicação prescrita não resultou porque afinal Shannon estava padecendo de cerclagem cervical e o bebê estava em perigo de vida. Foi transferida de imediato para um outro hospital para fazer uma cesariana de emergência por... 39.000 reais. 

No final de 28 semanas e seis dias, Evie nascia. Prematura e longe do país. Mas, apesar de um nascimento tão atribulado e mesmo inesperado, os problemas dos pais de Evie parecem estar longe de terminados.

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É que logo após o parto, a companhia de seguros Infinity informou que pode não pagar as despesas do hospital, se a bebê nasceu após a marca das 29 semanas, uma vez que o fuso horário do Reino Unido é de cinco horas mais tarde do que essa ilha das Caraíbas

Se ficar provado que a bebê nasceu mesmo após as 29 semanas, esses pais podem perder o direito do seguro porque a cobertura deixa de ser válida. Para Evie, a luta continua ainda pela sobrevivência. A bebê está em uma incubadora e vai precisar de cuidados especiais pelas próximas semanas. Os médicos falam que a bebê pode ficar por mais de 16 semanas até ficar estabilizada, o que pode fazer subir a conta a mais de um milhão de reais. 

Na Inglaterra já está correndo uma angariação de fundos na internet, para ajudar essa família a pagar as despesas, se a companhia de seguros não colaborar.  #Blasting News Brasil #sistema de saúde