Comer carne processada, ou seja, aquele tipo de carne modificada para que seu gosto seja alterado, ou para que tenha seu prazo de validade aumentado, tal como salsicha, presunto ou bacon, aumenta o risco de câncer, de acordo com a Agência Internacional para Pesquisa do Câncer, órgão ligado à Organização Mundial da Saúde (OMS).

Segundo o estudo, o consumo de 50 gramas de carne processada diariamente aumenta o risco de câncer no intestino grosso e reto em 18%.

O relatório divulgado nesta segunda-feira, 26, na revista The Lancet Oncology, acrescenta carne processada à lista de cerca de 1000 agentes cancerígenos ou suspeitos de causar câncer, que a agência pesquisa desde os anos 1970.

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As carnes vermelhas não processadas, incluindo carne bovina, de porco e de cordeiro, foram rotuladas como “provavelmente cancerígenas”.

Em seus relatórios, a OMS apenas alerta se uma substância pode causar câncer em humanos em determinadas circunstâncias, mas não profere nenhuma recomendação sobre o nível de exposição que pode ser considerado seguro.

Riscos e benefícios

A designação feita pela OMS coloca a carne processada na mesma categoria de risco que o tabaco, mas isto não significa que o consumo destas carnes seja tão perigoso quanto fumar.

"Para um indivíduo, o risco de desenvolver câncer colorretal por causa do consumo de carne processada continua pequeno, mas este risco aumenta com a quantidade de carne consumida", comentou Kurt Straif, da OMS. Além disso, carnes vermelhas não processadas são ótimas fontes de vitamina B12, ferro e zinco, nutrientes essenciais para o bom funcionamento do organismo.

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Ou seja, o baixo consumo ainda é muito benéfico.

Reação da indústria americana

A indústria da carne americana atacou o relatório. Em um e-mail enviado a jornalistas, o Instituto de Carne Norte-Americano (North American Meat Institute) chamou o estudo de um "engano dramático e alarmista". A Associação Nacional de Pecuaristas de Carne Bovina (National Cattlemen’s Beef Association) ressaltou que os cientistas reunidos pela OMS não concordaram na divulgação do relatório por unanimidade, mas sim por maioria de votos.

Números no Brasil

O câncer colorretal, mais comumente conhecido como câncer de intestino, é um dos mais frequentes na população brasileira. Nas mulheres, é o segundo tipo de câncer mais comum, e nos homens o terceiro, com uma estimativa de um total de 32.600 novos casos estimados para o ano de 2015. #Doença #Blasting News Brasil #Organização Mundial de Saúde