Os cientistas ainda têm dúvida do que gerou o tremor de terra de 7,5 pontos na escala Richter, no Afeganistão e Paquistão, matando mais de 300 pessoas, mesmo que esta se trate, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, em inglês), de uma das regiões mais sismicamente ativas do planeta.

O terremoto, ocorrido na cordilheira de Hindu Kush, provocou deslizamentos de terra, destruiu edifícios e matou centenas de pessoas. As equipes de resgate ainda estão avaliando os danos. Infelizmente, cientistas não possuem monitoramento sísmico detalhado desta região, por ser uma cordilheira remota, de difícil acesso, e por estar próxima a regiões de conflitos armados.

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"É uma vergonha.", disse Greg Beroza, geofísico da Universidade de Stanford. "Nós não temos muitos dados desta parte do mundo". Para complicar ainda mais a questão, o USGS diz que o tremor aconteceu a aproximadamente 210 quilômetros profundidade, e terremotos assim ainda são uma incógnita para os pesquisadores.

Fenômeno mal compreendido

A maioria dos terremotos é causada ​​por placas tectônicas que estão em constante atrito, mas os cientistas não têm certeza do que deflagra os tremores quando o evento ocorre a grandes profundidades, como o que ocorreu nesta segunda-feira.

Os investigadores acreditam que rochas presentes dentro de falhas profundas se reorganizem quimicamente em formas mais densas, para melhor suportar a enorme pressão a que são submetidas. No processo, a água existente a esta profundidade pode atuar como uma espécie de lubrificante, que faz com que estas rochas se movam, gerando assim um abalo sísmico.

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Terremotos profundos também podem ser causados por atrito. Se em uma pequena área no fundo uma falha se move, ela gera calor, assim como acontece quando se esfregam as mãos juntas. Quanto mais quente a área fica, mais ela pode se mover, e ainda mais calor é gerado. É um ciclo contínuo que pode atingir um ponto crítico, causando um terremoto.

Crosta terrestre e terremotos

A crosta terrestre é parecida com uma espécie quebra-cabeça, com uma composição de placas continentais e oceânicas que estão constantemente colidindo umas contra as outras, deslizando umas sobre as outras, ou se separando.

Estas regiões são conhecidas como falhas, e a maioria dos terremotos acontece ao longo destes lugares. As bordas das placas tectônicas primeiramente se curvam e, em seguida, cedem sob a tensão acumulada, criando um tipo de encaixe entre as falhas, o que acarreta em abalos sísmicos.

O terremoto de segunda-feira parece ter ocorrido ao longo de uma falha reversa, em face da colisão entre o subcontinente indiano e a placa tectônica eurasiana, que abrange todo o continente europeu e o asiático. As duas placas colidem se aproximando a uma taxa de cerca de 4 centímetros por ano, empurrando para cima, durante o processo, a Cordilheira dos Himalaias, que é onde fica o Monte Everest, a montanha mais alta do planeta. #Natureza #Curiosidades #Blasting News Brasil