Uma guerra diplomática com Portugal e Angola nunca esteve tão próxima como agora. Segundo informa o jornal português “Económico”, a imprensa oficial do governo angolano confessou que Portugal “passou para o lado errado” quando decidiu apoiar Luaty Beirão, um imigrante luso-angolano, mostrando assim estar oficialmente contra as decisões da justiça angolana. Essa reação do governo angolano terá começado quando um diplomata português fez questão de visitar o “rapper” contra a vontade de Angola. “ A situação está passando todos os limites”, se pode ler no jornal oficial do governo angolano.

Na verdade a relação entre Angola e Portugal, historicamente, um pouco à semelhança do que acontece também com o Brasil, tem tido muitos altos e baixos.

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Depois de no século XX a Angola se ter tornado independente, depois de ter sido uma colônia portuguesa, as suas relações por vezes perdem um pouco o controle, exatamente o que está acontecendo agora com o polêmico caso de Luaty Beirão, um imigrante que teria sido preso por estar contra o Estado angolano, cumprindo agora uma greve de fome, que já dura há 35 dias.

Por isso mesmo, como afirma a imprensa internacional, os portugueses sentiram a necessidade de demonstrar a Angola algum descontentamento sobre aquele que parece ser um atentado contra os direitos fundamentais de um cidadão. Porém, essa posição oficial não agradou ao governo angolano, que agora ameaça cancelar toda a parceria estratégica que tem atualmente com Portugal, iniciando assim uma guerra diplomática severa entre os dois países.

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Isso pode automaticamente significar o regresso de milhares de imigrantes portugueses que estão imigrados em Angola, de regresso para Portugal, agravando dessa forma a situação grave de desemprego que está atormentando todos os portugueses nesse momento. O jornal oficial angolano admite que as atitudes “anti-angolanas” de Portugal já passaram todos os limites e que, por isso, novas decisões em relação à seu relacionamento histórico vão ser muito pensadas, caso Portugal não mostrar “respeito” pelas decisões jurídicas e independentes de Angola. Será que a relação entre os dois países vai mesmo extremar, dificultando assim a vida a milhares de pessoas? #Crise #Crime