Pela primeira vez em sua história democrática, a Argentina terá seu presidente eleito em uma eleição de segundo turno.

Após as votações do último domingo, dia 25, os candidatos Daniel Scioli, da aliança “Frente Para a Vitória” – o mesmo da atual presidente Cristina Kirchner – e Mauricio Macri, da aliança de oposição “Mudemos”, definiram o segundo turno do país.

Apesar da expectativa de que Scioli confirmasse a vitória da situação em primeiro turno, as urnas mostraram que o candidato governista angariou 35,94% dos votos contra 35,21% de Macri. Para vencer em primeiro turno seria necessário que um dos candidatos conseguisse atingir 45% dos votos ou 40% dos votos com 10% de vantagem para o segundo colocado.

Publicidade
Publicidade

 

Amigos amigos, política à parte

O inédito segundo turno coloca frente a frente o governador da província de Buenos Aires, Scioli, e o prefeito da cidade de mesmo nome, Macri. De acordo com informações da imprensa local, os candidatos são inclusive amigos, apesar de seguirem opiniões distintas no espectro político.

Amigos ou não, os candidatos adotaram tons distintos em seus últimos comícios. Enquanto Scioli criticou seu adversário e reafirmou medidas positivas do governo situacionista de Cristina Kirchner, Macri não citou o nome do governador de Buenos Aires, e afirmou que estes são o começo dos “novos tempos” para o país.

O segundo turno da eleição presidencial argentina ocorre no dia 22 de novembro. #Eleições #Mercosul