Se antes das #Eleições do último domingo, dia 25, acreditava-se que o situacionista Daniel Scioli venceria ainda no primeiro turno e prosseguiria com o legado do falecido Néstor e da ainda presidente Cristina, o Kirchnerismo dá agora sinais de que está com os dias contados na Argentina que governou por doze anos com o casal presidencial.

Se antes as pesquisas e a confiança da aliança “Frente Para a Vitória”, de Scioli, apontavam uma vitória com 45% ou 40% e 10% de vantagem para o candidato da aliança oposicionista “Mudemos”, Mauricio Macri, após o primeiro turno as coisas mudam de figura. Ambos candidatos ficaram tecnicamente empatados, com cerca de 36% dos votos cada um.

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Derrota em Buenos Aires e favoritismo de Macri

A derrota crucial para os governistas se deu justamente em Buenos Aires, principal província do país, governada justamente por Scioli. Na região mais importante do vizinho sul-americano, a candidata da oposição Maria Eugenia Vidal derrotou o chefe de gabinete de Cristina Kirchner, Aníbal Fernandez, cujo nome foi recentemente envolvido em uma suposta ligação com o tráfico de drogas.

Numericamente, Macri não venceu na província de Buenos Aires, mas a derrota do candidato do governo na província reforçam suas chances para o segundo turno. Atual prefeito da capital argentina, Macri ganhou na metrópole, angariando a maioria também nas províncias de Santa Fé e Córboda, as duas maiores após Buenos Aires.

Apesar da campanha do segundo turno estar apenas começando, há um consenso entre analistas e até entre a própria aliança do governo de que o favoritismo agora passou para Macri. Se Scioli tenta puxar para seu lado aspectos positivos do governo kircherista, pesa também contra ele os fantasmas negativos do legado de Néstor e Cristina.

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A decisão final que pode interromper o Kirchnerismo no país será conhecida no próximo mês. Até lá, os candidatos seguem em campanha para convencer os argentinos de que o país pode voltar a ser o gigante continental de outrora. #Mercosul