A Marinha dos EUA planeja enviar um navio de guerra quebrando o limite territorial marítimo das 12 milhas (cerca de 19 km) das ilhas do sul do mar da #China, dentro das próximas 24 horas, confirmou um funcionário do Departamento de Defesa dos #EUA ao canal de notícias CNN, nesta segunda-feira (26).

O funcionário disse que a missão, anunciada desde março desse ano, e cujos objetivos ainda não foram revelados, tem agora a aprovação do presidente Barack Obama. As notícias do plano de navegação do navio foram relatadas pela primeira vez pela agência de notícias Reuters.

O navio poderá iniciar a passagem logo na madrugada de hoje (27), uma fonte militar dos EUA disse à imprensa norte-americana.

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Haverá cobertura aérea, bem como de reconhecimento no ar, voando em espaço aéreo internacional, disse a fonte.

Uma aeronave dará cobertura e assistência ao navio e, se necessário, lidará com quaisquer eventuais problemas. As autoridades chinesas não foram informadas sobre os detalhes da manobra, disse a fonte, acrescentando que nenhum problema é esperado.

LIBERDADE DE NAVEGAÇÃO

"Essa idéia do que chamamos de liberdade de operações de navegação é rotina. Como um ex-oficial da Marinha, o que eu posso te dizer, é que eu mesmo fiz isso muitas, muitas vezes", disse o porta-voz do Departamento de Estado John Kirby na segunda-feira. "Essa é uma das razões pela qual você tem uma Marinha capaz de exercer influência e defender a liberdade de navegação em águas internacionais.", acrescentou Kirby.

Kirby disse que um país não precisa consultar o outro "quando você está exercitando o direito de liberdade de navegação em águas internacionaisO ponto da liberdade de navegação em águas internacionais é que são águas internacionais e você não precisa consultar ninguém para fazer isso. Essa é a ideia", disse ele.

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CHINA - ISSO NÃO É PRETEXTO

Mas o porta-voz chinês, da embaixada nos Estados Unidos, Zhu Haiquan, disse: "A liberdade de navegação e sobrevoo não deve ser usada como desculpa para minar a soberania e a segurança de outros países. Exortamos os Estados Unidos a abster-se de dizer ou fazer algo provocativo e agir com responsabilidade na manutenção da paz e da estabilidade regional", disse Haiquan, em um comunicado na noite de ontem.

TENSÕES E RIVALIDADES

O Mar do Sul da China é objeto de numerosas rivalidades - muitas vezes tensas e complexas - o que inclui reivindicações territoriais, com a China, Brunei, Malásia, Filipinas, Taiwan e Vietnã, disputando a soberania de várias cadeias de ilhas e águas próximas. Em junho, a China tinha dito que a edificação de instalações militares nas ilhas no Mar do Sul estavam "quase completas", e disse que iria continuar a construir instalações em outras ilhas artificiais já criadas.

A China tem dito repetidamente que a sua atividade no Mar do Sul não tem como alvo qualquer outro país ou afetar a liberdade de navegação ou sobrevoo.

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HOUVE PRECEDENTE

Navios da marinha chineses entraram nas águas territoriais dos Estados Unidos próximo ao Alaska no início deste mês, violando também o limite de distância das 12 milhas da costa norte-americana. Durante a visita do presidente Barack Obama ao estado, autoridades dos EUA disseram à imprensa local.

Embora, os funcionários tenham enfatizado que as ações da China foram condizentes com "passagem inofensiva" nos termos do direito marítimo internacional. #Blasting News Brasil