A Casa Branca aprovou o envio de um pequeno contingente de equipes, das Forças Especiais dos Estados Unidos, para a região norte da Síria, enquanto se prepara para uma nova campanha militar contra o Estado Islâmico em seu principal reduto, localizado em Raqqa. Há mais de um ano, os Estados Unidos e as forças da coalizão têm realizado ataques aéreos contra a organização terrorista, que controla uma grande parte de todo o norte da Síria, e partes do vizinho Iraque.

Autoridades americanas disseram que até 50 comandos estarão envolvidos na nova missão, sob autorização direta do presidente Barack Obama, marcando assim o início de uma escalada acentuada no nível de envolvimento dos Estados Unidos, na luta pela derrota do #Estado Islâmico.

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A operação

Os Estados Unidos pretendem começar a operação pelo norte da Síria ainda na próxima semana, a primeira de novembro. Inicialmente, duas pequenas equipes de reconhecimento irão avaliar a situação de segurança no terreno, e se juntar às forças sírias locais, que já se encontram em combate contra o Estado Islâmico.

Os comandos americanos irão operar no que o Pentágono chama de uma missão para "treinar, aconselhar e auxiliar" as tropas locais. Mas as autoridades militares disseram que não descartam a possibilidade de que estas forças possam entrar em conflito armado com o Estado Islâmico, dada a sua proximidade com a linha de confronto.

Desde o início da guerra civil na Síria, em 2011, Obama tem procurado manter forças terrestres dos Estados Unidos na região de conflito, mas sempre fora do país, embora o Pentágono tenha realizado um número limitado de incursões dentro do território sírio usando as Forças Especiais, desde meados de 2014.

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Apoio às tropas

A mudança na abordagem dos Estados Unidos visa demonstrar o progresso e um maior apoio na luta contra o Estado Islâmico.

Para apoiar as forças locais em sua campanha terrestre, Obama autorizou o envio de aviões de combate modelo A-10 e caças F-15 para a base aérea de Incirlik, no sul da Turquia. A Casa Branca, no entanto, ainda precisa aprovar outras propostas que ampliem o papel dos Estados Unidos no conflito, como por exemplo, a implantação de uma pequena esquadrilha de helicópteros de ataque Apache, no Iraque.

Além disto, o presidente americano também deu carta branca às autoridades americanas para discutir com o governo iraquiano a criação de uma força-tarefa de operações especiais dentro daquele país. Autoridades disseram que Obama também concordou em fornecer informações militares para a Jordânia, no intuito de ajudar seus aviões de ataque a identificar as posições do Estado Islâmico em solo.

Números da crise na região

As ações terroristas do Estado Islâmico têm contribuído diretamente para a situação caótica em que se encontra a região dos conflitos, o que, em números, já corresponde a 11 milhões de pessoas deslocadas, 4 milhões de refugiados tentando fugir, especialmente para a Europa, e cerca de 250.000 mortos, todos nos últimos quatro anos, o que faz desta a maior crise humanitária desde a Segunda Guerra Mundial.

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#Terrorismo #EUA