Estudos da Universidade de Hong Kong apontam que as famílias de minorias étnicas não encontram apoio o suficiente para estudar e aprender Cantonês – Chinês tradicional. O que além de causar problemas para o aprendizado escolar, prejudica a entrada no mercado de trabalho. “Uma das principais barreiras para igualar o acesso tem sido a segregação étnico-racial enfrentada por diversos estudantes de escolas públicas chinesas, por serem minoria.” afirma a professora de Direito, Puja Kapai, pioneira e idealizadora do estudo.

A prática de ensino comunitário realizado tem separado as crianças que vivem em comunidades tradicionais, de outras culturas.

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O que prejudica a visão de mundo carregada por cada uma.

Hong Kong é o lar de cerca de 365 mil pessoas de nacionalidades diferentes, o que representa 6% da população total, sendo assim, imigrantes da Índia, Paquistão, Nepal e Filipinas, mesmo vivendo por gerações na #China, ainda são minoria. A cidade ainda busca alternativas de fazer com que essas minorias aprendam o Cantonês, já que muitas vezes é obrigatório mesmo para os cargos mais simples e para cursos de Universidade.

Para Raymond Ho, membro sênior da Comissão de oportunidades igualitárias de Hong Kong, a barreira causada pelo idioma causa um grave impacto educacional, além de interferir no futuro do país, gerando desempregos e ambulantes nas cidades. Mas ele está esperançoso, já que o governo Chinês tornou ilegal a discriminação de pessoas de outra etnia desde 2009.

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Mesmo assim, não se pode ficar de braços cruzados. Grupos sociais como a Unison, realizam diversas campanhas desde 2008 para a aceitação dos imigrantes na sociedade chinesa. “Os chineses, mesmo quando crianças, vêem os imigrantes como pessoas que querem roubar seu país, seu lugar na sociedade e nos empregos. Este é um dos fatores pelos quais os imigrantes são cruelmente discriminados”, diz Holing Yip, presidente da Unison.

Em setembro de 2014, a Unison conseguiu que o Governo de Hong Kong implantasse novos programas de aprendizado nas escolas comunitárias, dando oportunidade para os imigrantes de aprenderem Cantonês. Além disso, dependendo do número de imigrantes aceitos nas escolas, elas são beneficiadas, recebendo de HK$ 800.000,00 a HK$ 1.500.000,00, por ajudá-los. "Precisamos de cada vez mais apoio, para que o programa de integração não pareça bom apenas no papel", diz Holing. Mesmo assim, é preciso que haja maior humanização por parte dos professores, já que o idioma não é o mais fácil de se aprender e só dessa forma essa barreira cultural poderá será quebrada. #Comunicação #Comportamento