Matheryn Naovaratpong, de origem tailandesa, ou Einz como a sua família costumava chamar, não resistiu a um tipo de câncer muito raro no cérebro e acabou por morrer no dia oito de Janeiro do ano passado. Ambos os pais de Matheryn Naovaratpong são engenheiros biomédicos e decidiram optar por um processo, que na opinião deles, poderia devolver a vida à filha de dois anos.

O objetivo dos pais da menina tailandesa era recorrerem a uma tecnologia ainda em desenvolvimento, a criogenia. Isto significa que o corpo ou somente o cérebro da criança seria congelado até chegar o dia em que, com os avanços médicos associados aos avanços tecnológicos, fosse possível criar um novo corpo para a criança que permitisse que a menina continuasse a viver.

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Os pais da criança apenas congelaram o cérebro de Einz. Foi, por esse motivo, que o cérebro da jovem foi então separado do corpo e preservado a uma temperatura de -196ºC.

O pai de Matheryn Naovaratpong confessou a um repórter da BBC que, sendo ele cientista, tinha cem por cento de certeza que seria possível, só não saberia quando. Acrescentou ainda que, se fosse em tempos passados, poderia-se pensar que levasse 400 ou 500 anos, mas nos dias que decorrem, pode-se pensar num prazo de trinta anos. O pai da jovem está certo que a criogenia é um tema ainda bastante polêmico na mente da sociedade.

Os pais da jovem afirmaram ainda que foi bastante complicado a restante família da criança aceitar esta decisão, mas mal a saúde da jovem piorou, todos começaram a pensar melhor no assunto como sendo a única solução para tentarem recuperar a vida da menina que esta prestes a completar os seus três anos de idade.

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A família de Matheryn Naovaratpong escolheu a Alcor para cuidar da preservação do cérebro da jovem. A Alcor situa-se nos Estados Unidos da América e é uma fundação provedora dos chamados serviços de "extensão da vida" que se encontra em funcionamento desde 1967. A Alcor definiu a criogenia como sendo uma "prática especulativa que usa o frio para preservar a vida de uma pessoa que não pode ser mais suportada pela #Medicina comum".