Lançado em 7 de março de 2009, o Telescópio Espacial Kepler, da NASA, vem fazendo história. Ao custo de 550 milhões de dólares, foi criado, exclusivamente, para procurar planetas girando ao redor de outras estrelas (também conhecidos como exoplanetas, por estarem além de nosso Sistema Solar), e encontrou, até a presente data, mais de 1000 destes corpos celestes. Mas o telescópio também descobriu algo que está intrigando os cientistas.

Encontrando mundos distantes

O Telescópio Espacial Kepler usa um método para encontrar planetas conhecido como trânsito. Diz-se que ocorre um trânsito em astronomia quando, do ponto de vista de um observador, um planeta passa à frente de uma estrela, diminuindo seu brilho.

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Da Terra, é possível observar ocasionalmente trânsitos de Vênus ou Mercúrio.

Através de telescópios, estes eventos são vistos como um pequeno ponto preto se movendo em frente ao Sol, ou como uma pequena diminuição no brilho total de uma estrela, que é detectada por instrumentos astronômicos muito sensíveis.

O Telescópio Kepler funciona desta maneira, observando estrelas e procurando por quedas ou variações de seu brilho, o que evidencia a existência de um planeta em trânsito. Geralmente, esta alteração no brilho é ínfima, e é constante até o fim do trânsito do planetário (quando o planeta sai da frente da estrela e seu brilho retorna ao normal). 

No entanto, exoplanetas não são a única coisa que o Telescópio Kepler pode detectar: explosões e manchas estelares, e anéis ao redor de planetas, também podem aparecer nas observações da missão.

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Descoberta misteriosa

Ao apontar seus instrumentos para a estrela conhecida pelo nome KIC 8462852, localizada na constelação de Cisne, a missão Kepler encontrou algo realmente bizarro: o telescópio tem observado há cerca de 4 anos vários trânsitos em frente a esta estrela, com uma redução completamente irregular de seu brilho, variando entre 15% e 22%, algo até então nunca visto. Para causar uma redução de brilho tão grande, o objeto em trânsito deve ser imenso.

Possíveis explicações naturais descartadas

Os cientistas têm trabalhado, desde então, para solucionar o mistério, mas toda solução proposta gera um novo problema ou pergunta. Em outras palavras, o trabalho de investigação até agora levou em conta apenas as causas naturais e conhecidas para explicar os misteriosos trânsitos em torno de KIC 8462852, como, por exemplo, a existência de algum tipo de disco de poeira ao redor da estrela, ou escombros restantes de colisões planetárias, mas nenhuma explicação se mostrou satisfatória.

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Um segundo documento está sendo elaborado para investigar um cenário completamente diferente destes trânsitos, que se concentra em torno da possibilidade da existência de um mega projeto de engenharia criado por alguma civilização alienígena avançada, em torno desta estrela.

Pode soar como ficção científica, mas não é um esforço de imaginação muito grande pensar que uma civilização alienígena possa existir e tenha evoluído ao ponto de poder construir estruturas gigantescas em torno de estrelas, de forma a utilizar toda a sua energia disponível. Uma civilização muito avançada poderia construir uma vasta concha ou uma série de anéis em torno de uma estrela, como se fossem painéis solares, para armazenar e utilizar toda esta energia posteriormente.

Isto teria o efeito de reduzir o brilho de uma estrela de forma bem irregular para um observador distante, como está acontecendo com KIC 8462852. Por enquanto, o mistério continua. #Curiosidades #EUA #Blasting News Brasil