O grupo Anonymous revelou nesta terça-feira (17) que conseguiram sabotar mais de 5.500 contas do grupo Estado Islâmico no Twitter. Este teria sido um dos primeiros ataques dos hackers aos terroristas, depois que foi anunciada a guerra cibernética por causa dos atentados em Paris neste último final de semana.

Assim que foi lançada a campanha "#OpParis" que tem como meta bloquear os sites e também as contas em redes sociais que estão ligadas a membros e simpatizantes do Estado Islâmico, o Anonymous começou seu trabalho e anunciou em um tuíte este feito. Os ataques em Paris deixaram mais de 120 mortos e centenas de feridos.

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"Mais de 5.500 contas do EI foram sabotadas", informa a postagem feita sem dar mais nenhum detalhe.

Imediatamente o Estado Islâmico reagiu ao #Ataque dos hackers e divulgou uma mensagem através do aplicativo "Telegram" pedindo a todos os seus membros que passem a adotar novas medidas preventivas para não serem descobertos e nem terem suas contas bloqueadas.

"Os hackers do #Anonymous ameaçam fazer uma operação maior contra o EI (idiotas)", dizia a mensagem do EI aos seus membros espalhados pelo mundo. O grupo terrorista tem na internet uma importante ferramenta de comunicação, através da qual eles trocam informações, planejam ataques, realizam treinamentos e preparam os atos terroristas.

O Estado Islâmico enviou várias normas para que seus membros adotem ao utilizarem a internet como forma de impedir que o Anonymous os descubra, por exemplo, devem trocar o IP constantemente para impedir uma invasão virtual, bem como dificultar sua localização geográfica.

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Também devem utilizar contas com nome de usuário diferente do e-mail e jamais clicarem em links que lhes forem enviados, pois é justamente nestes links que estão os vírus e trojans que permitem que hackers possam ter acesso às suas informações e até mesmo acessar o computador para roubar todos os dados.

Olivier Laurelli, especializado em segurança virtual, informou que esta "guerra cibernético" poderá atrapalhar a investigação a polícia que precisa monitorar as contas do Estado Islâmico no Twitter para conseguir informações. #Terrorismo