Nesta quarta-feira, 25, o presidente russo Vladimir Putin confirmou o envio de um complexo e muito moderno sistema de defesa aérea chamado S-400 para um dos seus quartéis-generais localizados em território sírio. Coincidência ou não, isto aconteceu logo após a Turquia ter derrubado um avião de combate russo.

Fontes ligadas ao presidente Putin afirmam que o “incidente” não irá cessar a forma como as operações bélicas da Rússia estão sendo conduzidas na região. Eles disseram ainda que a ação insana dos turcos resultará em agravantes econômicos para a própria Turquia.

O governo de Moscou sinalizou que no momento não pensa em retaliações militares, já que não quer elevar a tensão e a escalada de violência na área da queda da aeronave.

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Entretanto, isso não impede que comentaristas em âmbito mundial especulem que a derrubada do avião militar russo contou nos bastidores com a influência provocativa dos Estados Unidos.

“Não há nenhuma sombra de dúvida de que os bombardeios da Rússia contra os rebeldes islâmicos na região do norte sírio irão ter continuidade, mesmo com os ânimos acirrados da Turquia pelos ataques sofridos por milicianos turcomanos", disse o porta-voz de Vladimir Putin. “Desejaríamos que os terroristas ficassem distantes da fronteira turca, mas é lá que eles estão lamentavelmente”, reitera o porta-voz russo.

Dmitri Medvedev, 1º ministro russo, emitiu um comunicado oficial salientando que “a causa raiz da queda do avião militar da Rússia poderia ser a negativa da participação russa em projetos bilaterais com a Turquia.

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Os grupos econômicos turcos perderiam, assim, posição significativa no grande mercado consumidor russo”.

Contudo, Sergey Lavrov, ministro de Relações Exteriores da Rússia, afirmou que “os russos reconsiderarão com muita seriedade os últimos acontecimentos, principalmente depois da queda da aeronave e assassinato do piloto, apesar de não visamos a declaração de guerra contra os turcos e nem construir barreiras entre as duas nações”.

Por cerca de 10 dias, o local da queda do avião russo vem sendo palco de batalhas vultosas lideradas pelas forças leais ao presidente sírio Bashar al-Assad, que tem o suporte de milicianos iranianos, libaneses e dos bombardeios russos. O objetivo da coalizão é recuperar as montanhas de Bayirbucak, assegurando a província de Latakia e a abertura de uma passagem para a outra província de Idlib, que está quase que totalmente dominada pelos rebeldes muçulmanos.

Com o aumento dos ataques dos aviões russos e, dependendo do que vier a acontecer na região, o corpo do piloto russo, que está em poder dos terroristas, poderá ser devolvido ou não, o que fere o direito internacional de um país recuperar os restos mortais de um de seus cidadãos. #Terrorismo #Estado Islâmico #Acidente