Aquelas terríveis imagens dos ataques terroristas à Paris, que ocorreram na última sexta-feira 13, de autoria do Estado Islâmico, foram mais um golpe na fé do bispo mais antigo da #Igreja da Inglaterra, Justin Welby, o levando novamente a questionar a existência de Deus, tendo em vista que essa não foi a primeira vez que o padre expôs suas dúvidas. Em outra ocasião, ele já havia indagado a providência divina nas tragédias e injustiças, e confessado isso em entrevistas.

Aquela velha e conhecida expressão que usamos, quando algo da espécie dos últimos atentados acontecem, poderia ser um pouco modificada. Ao invés de 'até Deus duvida', no caso desse artigo, poderíamos colocá-la desse modo: 'até o bispo duvida'! Mas a incerteza do bispo nesse caso, é o próprio Deus.

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Questionamentos esses que o levaram à declarar: "Sábado de manhã, eu estava fora e como eu estava caminhando eu estava orando e dizendo: Deus, por que - por que isso está acontecendo?”

E o clérigo prosseguiu em suas interpelações: "Onde está você em tudo isso?". E, em seguida, envolvido, falando com Deus (concluiu). "Sim, eu duvido". Em outra circunstância de tragédia diferente, o padre disse: "Há momentos, com certeza, quando você acha que existe um Deus, (que você se pergunta) onde está Deus?", e completou: "Eu acabei dizendo a Deus 'Ok, já é hora de você fazer alguma coisa se estiver aí.”

Welly, acredita que um dos maiores problemas que o mundo enfrenta é o uso da religião de uma forma deturpada, manipulada nas mãos de algumas pessoas: "A religião é tão poderosa na forma como os seres humanos se comportam que sempre foi uma ferramenta utilizada pelos ímpios para torcer as pessoas a fazer o que eles querem".

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"A perversão da fé é um dos aspectos mais desesperados do nosso mundo de hoje."

O religioso, que é arcebispo de Canterbury (uma cidade britânica), expressou todo o seu pesar pelas 130 vítimas que morreram de uma forma tão violenta e fria. O lamento de Welly também vem por relembrar dos momentos alegres que havia passado com sua esposa na Cidade Luz. O clérigo dizia que estava “com o coração totalmente partido”. #Terrorismo #Ataque