No último dia 31 de Outubro, o avião Metrojet Airbus A321 caiu perto de Sinai matando todas as 224 pessoas que estavam a bordo, dentre eles passageiros e staff de voo. Existem quatro possíveis cenários que justificam a queda do avião, que fazia a ligação entre Sharm el-Sheikh e St. Petersburg. Após o reconhecimento dos EUA da possibilidade de uma bomba ter causado este desastre aéreo, foi a vez de investigadores britânicos revalidarem essa hipótese.

Falhas técnicas representam uma hipótese com bastante probabilidade, uma vez que este avião já tinha sofrido danos graves em 2001, sendo a sua reparação duvidosa. Após o desastre, o Estado Islâmico reivindicou ser o causador da queda do avião o que, aliado aos dados recolhidos por satélites americanos perto da hora em que o avião se despenhou, na região de Sinai, foi encarado como uma forte possibilidade.

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Contudo a ausência de material balístico, na posse do grupo terrorista, com a capacidade de atingir o avião à altitude que ele circulava, diminui as hipóteses deste cenário ser real. A segurança do aeroporto tem vindo a ser alvo de escrutínio e as falhas não tardaram em aparecer, fortalecendo, cada vez mais, o cenário de que um membro do staff do aeroporto tenha introduzido uma bomba nos compartimentos de carga, uma vez que o pessoal do aeroporto não é alvo de inspeções de segurança impostas aos passageiros.

A última hipótese refere-se a outras potenciais causas, como por exemplo: uma faísca num dos depósitos de combustível. Após a análise dos destroços, foram encontrados indícios de uma explosão no interior do avião, uma vez que vários objetos encontrados apresentam danos causados por uma explosão de dentro para fora, como ocorreria em caso de uma bomba a bordo.

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Este argumento tem uma maior expressão quando se tem em conta as falhas de segurança no aeroporto e a grande possibilidade de um membro do staff do aeroporto ter sido abordado pelo Estado Islâmico, seja por chantagem ou por simpatia perante a causa.

Vários estados europeus, como o Reino Unido e a França, suspenderam viagens com origem no Egito, com o objetivo de garantir a segurança dos seus cidadãos presentes neste país. O Reino Unido organizou voos de regresso para os seus cidadãos, sem bagagens, sendo as respectivas enviadas num voo à parte, para evitar a mesma situação de introdução de um engenho explosivo a bordo. #Terrorismo #Europa #Acidente