Em um mundo cada vez mais violento onde as pessoas só deram conta da dimensão da violência do #Estado Islâmico após os atentados de Paris; e do pronunciamento do Papa dizendo que iniciou-se os 'primeiros fragmentos' da terceira guerra mundial; conclui-se que nenhum país está a salvo.

O coronel reformado da Brigada Militar e analista de 'Assuntos Estratégicos', André Luís Woloszyn, um dos maiores especialistas em políticas antiterrorismo do Brasil, analisou a atual situação de guerra em que o mundo se encontra e deixou claro que o Brasil não está livre do Estado Islâmico.

Ao ser questionado sobre os ataques de Paris, Woloszyn é bem claro: "Eram previsíveis".

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O analista demonstrou que houve outros três atentados após Charlie Hebbo, entretanto, não teve muita repercussão na mídia. Com o ataque à capital francesa na última semana, o grupo cumpre com a 'missão' de todo terrorista: "mostrar que seus inimigos não estão seguros em nenhum lugar". Todos aqueles que não seguem a Sharia são inimigos dos radicais, chamados por eles de 'infiéis'.

O analista disse que Paris mesmo com anos de experiência em combate ao #Terrorismo foi pega despreparada para os ataques de sexta passada e que no Brasil não seria diferente, exceto pelo fato do país ter um dos maiores exércitos do mundo e produzir armas vendidas no exterior. O problema é que não há investimento para que haja uma boa utilização interna desses dois fatores. Da mesma forma, somente recentemente que foi criado um projeto de lei antiterrorismo, que foi colocada em pauta essa semana para votação, mas acabou sendo adiada.

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O Brasil; bem como toda América Latina; sempre acreditou estar seguro quando o assunto é terrorismo e por isso torna-se um território mais atraente para radicais islâmicos.

André Luís ainda teme que os jihadistas do ISIS arquitetem um ataque nas Olimpíadas do próximo ano, quando governantes de vários países estarão no Brasil. Desde ano passado, o governo começou a se preocupar com ondas de terrorismo por conta da Copa do Mundo. Uma equipe de peso foi colocada nas ruas: atiradores de elite, milhares de agentes da polícia militar e federal e equipe antibomba. Mesmo com o preparo, do qual houve treinos no exterior, O Brasil e seus 'hermanos' são inexperientes quando o assunto é terrorismo e mesmo com equipamento de ponta e armamento pesado, sempre haverá uma insegurança.