Bruxelas nestes dias é uma cidade fantasma. Desde quarta-feira passada, escolas e metrô estão fechados. O primeiro-ministro belga, Charles Michel, numa reunião com o Conselho de Segurança Nacional avisa que o nível 4 de alerta permanecerá até a próxima segunda-feira para a região metropolitana da capital. Bruxelas terá, por uma semana, avaliações diárias de segurança. No resto do pais é confirmado nível de alerta 3.

O escritor belga, Pieter Aspe, declara em uma entrevista aos jornalistas do Corriere della Sera que acha que a medida seja exagerada e teme que toda essa demonstração de força e o bloqueio da cidade vá em benefício dos terroristas.

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Ele afirma também que não se pode tomar essa medida por uma semana ou um mês, pois o risco de ataques continuará. Para ele a cidade de Bruxelas está morta e essa é uma vitória dos terroristas.

Desde sábado (21) dezenas de pessoas foram detidas. “Agora é tarde” diz Pieter Aspe, “o que aconteceu em Paris pode acontecer novamente: os terroristas podem voltar, porém a cidade não é controlada dessa forma todos os dias” - continua o escritor - “Se as autoridades sabem onde estão os terroristas, faz sentido bloquear a cidade por um dia. Uma ameaça iminente não pode durar três dias. Isso significa que o governo e a polícia não sabem o que fazer”.

As medidas de segurança foram também reforçadas nas sedes dos órgãos da #União Europeia (Conselho, Comissão e Parlamento Europeu). No Conselho da União Europeia, onde o estado de alerta passou de amarelo para laranja, foram canceladas todas as reuniões técnicas, enquanto as reuniões dos ministros permanecem confirmadas.

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Enquanto isso, ainda não se tem nenhuma notícia de Salah Abdelsalam, o homem mais procurado do continente pelos ataques terroristas de Paris. Na capital francesa, na tarde de ontem (23), foi encontrado um cinto explosivo em uma lata de lixo em Montrouge, nos subúrbios de Paris, onde o terrorista Salah Abdelsalam foi localizado antes dos ataques. O cinto continha parafusos e peróxido de acetona, os mesmos componentes encontrados nos cintos explosivos dos atentados de Paris, no dia 13 de novembro 2015. #Terrorismo #Europa