Em protesto, cerca de seis #Refugiados iranianos decidiram costurar suas bocas em revolta por centenas de migrantes não conseguirem passar a fronteira da Macedônia, ao contrário do que está acontecendo com todos os refugiados da guerra na Síria, Iraque e Afeganistão. Segundo informa o jornal “Correio da Manhã”, centenas de refugiados, que querem entrar na #Europa mas que não são oriundos de cenários de guerra, não estão conseguindo passar pela Macedônia e esse problema já se arrasta há algum tempo. O desespero é tanto que, além de costuraram as suas bocas, alguns migrantes escreveram em seus corpos que preferem morrer ali do que voltar de onde saíram.

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As imagens das bocas cosidas divulgadas hoje, dia 24 de novembro, pela imprensa internacional de vários iranianos nas fronteiras da Macedônia e da Grécia, estão chocando o mundo. Cansados de estarem sendo discriminados pelas autoridades desses países, continuando retidos no mesmo sítio, enquanto os refugiados das guerras estão conseguindo passar pelas fronteiras sem problemas. A revolta, que tem sido manifestada por centenas de pessoas em desespero, chegou hoje a um nível inqualificável.

Tal como afirma o jornal “Correio da Manhã”, as autoridades macedônias confirmam que essas pessoas que estão em suas fronteiras retidas não se tratam de refugiados que estão fugindo da guerra, mas sim oriundas de países como a Argélia, Irão, Paquistão, Tunísia, Marrocos ou Bangladesh.

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Em uma altura que milhares de refugiados da Síria, Iraque e Afeganistão estão passando todos os dias por essas fronteiras, as restantes pessoas estão se sentindo discriminadas, levando elas ao completo desespero e revolta.

“Matem-nos ou então salvem-nos” ou “Matem-nos. Não vamos voltar para o Bangladesh”, são algumas das frases escritas em alguns corpos de refugiados que, em um claro sinal de desespero por causa da sua situação, até pedem suas mortes. Com a decisão dos seis iranianos em costurarem suas bocas e se deixarem fotografar pela imprensa internacional, a situação de centenas de migrantes, retidos na Grécia e Macedônia, poderá ter chegado à opinião pública, que na sua maioria não tinha conhecimento da discriminação que estava acontecendo nessas fronteiras. #Crise migratória