O grupo extremista que aterroriza o mundo autointitulado #Estado Islâmico (EI) tem demonstrado o quanto pode ser cruel e impiedoso. Vídeos hollywoodianos recrutam jovens muçulmanos por todo o mundo, prometendo entre outras coisas, uma vida de luxo. Ações cuidadosamente planejadas, surpreendem, atacam e matam brutalmente, como vimos o massacre em Paris, no dia 13 de novembro, onde 130 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas. Mas de onde vem o dinheiro que financia as armas, o marketing e as ações do EI?

Segundo a BBC Brasil, provavelmente, essa organização terrorista seja a mais rica do mundo. Hoje, esse grupo jihadista controla um território no Iraque e na Síria, equivalente em área, ao Reino Unido.

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Basicamente, são seis as fontes de renda da organização:

  • Doações

Instituições de caridade islâmicas no Oriente Médio, principalmente Arábia Saudita e Catar, e doadores privados interessados em derrubar o presidente da Síria Bashar al - Assad, foram os primeiros a financiar o Estado Islâmico. Essas fontes de recursos, de origem sunita doavam ao EI para tirar do poder Assad, que é de origem alauíta, uma outra corrente do Islã.

  • Petróleo

A organização EI vende petróleo e derivados a intermediários que revendem a Turquia, ao Irã e a própria Síria. Os Estados Unidos estimam que, ano passado, o Estado Islâmico tenha ganho cerca de U$ 100 milhões, só com essa fonte de renda.

  • Sequestros

Além de uma fonte de recursos financeiros, os sequestros são usados pelo grupo como uma forma de propaganda e demonstração de força.

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Existe dentro da organização, um departamento chamado "Aparato de Inteligência" para tratar, exclusivamente, desse tipo de ação. As recompensas pelos sequestros, renderam ano passado, cerca de U$ 20 milhões. Os alvos principais são os jornalistas estrangeiros.

  • Roubo, pilhagem e extorsão

A extorsão é praticada contra milhões de pessoas que vivem nas áreas controladas pelo EI. É exigido pagamento dos comerciantes, moradores e de todos aqueles que atravessam o território, a título de "taxa de proteção".

Os roubos acontecem a bancos, a colheitas e a gados e a pilhagem e venda de obras de artes e antiguidades.

  • Impostos a minorias religiosas

Um comunicado do Estado Islâmico, em mesquitas da cidade de Mossul, no Iraque, ano passado, dava três opções aos cristãos. Se converter ao Islã, pagar um imposto especial chamado jizya (pago também por minorias não cristãs) ou enfrentar a espada.

  • Escravidão

O grupo extremista sequestra meninas e mulheres e as vendem como escravas sexuais, em leilões informais, aos próprios combatentes da organização. Alguns jihadistas após realizarem a compra, as revendem às famílias de onde elas foram levadas. Meninas com mais de 9 anos de idade podem ser estupradas, segundo a interpretação que esses bárbaros fazem do Islã.

O mundo vive, provavelmente, seus piores momentos de terror, desde a Segunda Guerra Mundial. #Terrorismo #Ataque