A habitação humana contínua no espaço começou há 15 anos, quando três pessoas adentraram um laboratório orbital que as agências espaciais vêem como um trampolim para Marte.

Em 2 de novembro de 2000, um foguete russo Soyuz atracou na Estação Espacial Internacional levando a equipe da Expedição 1, composta por um astronauta da NASA, William Shepherd, e os cosmonautas Yuri Gidzenko e Sergei Krikalev, da Roscosmos.

Por 136 dias, 17 horas e 9 minutos, eles viveram nos corredores estreitos da estação enquanto ela orbitava silenciosamente ao redor da Terra a 8 quilômetros por segundo, 400 quilômetros acima de sua superfície.

Para divertir o público global, eles brincavam com a ausência de peso na câmera.

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Mas, principalmente, eles realizaram experimentos no laboratório de microgravidade. A NASA diz que os avanços alcançados não teriam sido possíveis na Terra.

A estação tem sido continuamente habitada desde então, e comemora o seu aniversário de 15 anos com a tripulação da Expedição 44. Dois deles, Scott Kelly, da NASA, e Mikhail Kornienko, da Roscosmos, estão em uma missão de um ano para testar os efeitos de estadias de longa duração no espaço sobre o corpo humano. O experimento é um precursor para o envio de pessoas a Marte.

Aqui estão alguns fatos e destaques dos 15 anos a bordo da estação, que já foi visitada por 200 pessoas de 15 países.

Dimensões

A Estação Espacial Internacional foi construída em colaboração por 16 países: Estados Unidos, Canadá, Japão, Rússia, Brasil, Bélgica, Dinamarca, França, Alemanha, Itália, Holanda, Noruega, Espanha, Suécia, Suíça e Reino Unido.

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Ela pesa cerca de 400 toneladas e é quase do tamanho de um campo de futebol. Um foguete russo Proton colocou a primeira peça em órbita, o módulo Zarya, em 1998. Mesmo depois da chegada da Expedição 1, mais peças foram sendo adicionadas ao longo dos anos.

Deslumbramento

O voo espacial tem inspirado muitas vezes um tipo espiritual de deslumbramento e amor pela Terra, nas pessoas privilegiadas o suficiente para ver o planeta natal do espaço.

A experiência na estação espacial não é diferente. Orbitando a Terra a cada 90 minutos, os habitantes são presenteados com um espetacular nascer ou pôr do sol a cada 45 minutos.

Inovações

Três laboratórios modulares operam a bordo da estação: um dos Estados Unidos, um da União Europeia e um do Japão. Além das muitas centenas de experimentos realizados nos últimos 15 anos, várias inovações tecnológicas projetadas na estação foram trazidas para ajudar as pessoas na Terra, particularmente quando se trata de saúde e medicina, diz a NASA.

Sistemas de filtragem concebidos para o espaço estão ajudando as pessoas no mundo a obterem acesso à água potável.

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Aparelhos de ultrassom compactos, desenvolvidos para uso na estação, levaram à criação de instrumentos portáteis que podem se deslocar até os pacientes. Braços robóticos que trabalham na estação foram adaptados para fazer várias coisas na Terra, tais como cirurgias e cortes de precisão.

Altos e baixos

Em agosto de 2003, o cosmonauta Yuri Malenchenko casou-se à distância com Ekaterina Dmitriev. Eles trocaram votos através de uma hotline, e Dmitriev estava ao lado de um pôster de Malenchenko em tamanho natural.

Em 2007, a estação recebeu o primeiro turista espacial, Charles Simonyi, que acompanhou a Expedição 15. Ele ficou a bordo por 12 dias, antes de retornar à Terra com a tripulação da Expedição 14.

Em junho de 2007, os computadores da estação entraram em pane. Eles controlavam sua produção e regulação de oxigênio. A tripulação utilizou os propulsores da cápsula espacial Atlantis para ajudar a manter a oxigenação da estação, enquanto os seus computadores eram reparados.

Apesar de todas as tensões políticas entre os países da Terra, particularmente entre a Rússia e os Estados Unidos, a cooperação na estação espacial tem se mantido forte. "É um modelo para a cooperação global", diz a NASA. "Uma comunidade que permite uma parceria multinacional e avançar rumo a objetivos comuns na exploração do espaço". #Inovação #Curiosidades #Blasting News Brasil