Dois membros família do Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro estão sendo indiciados nos Estados Unidos sob a acusação de conspiração de tráfico de drogas, disseram os promotores do Governo dos EUA, nessa quinta-feira (12).

Efrain Antonio Campo Flores, 29, e Francisco Flores de Freitas, 30, foram presos nessa terça-feira à noite (10) na capital haitiana de Porto Príncipe e eles estavam se preparando para finalizar um acordo que teria permitido transportar 800 quilos de drogas para os Estados Unidos, de acordo com uma fonte do (DEA) - Drug Enforcement Administration, que participou da prisão.

Efrain Antônio Campo Flores, é afilhado do presidente Maduro, e Francisco Flores de Freitas é sobrinho da primeira-dama da Venezuela, Cilia Flores.

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Uma acusação formal aberta quinta-feira, acusa os homens de conspirar para importar, fabricar e distribuir os 800 quilos de cocaína para os Estados Unidos. Em outubro, a acusação disse: Efrain e Francisco Flores "participaram de reuniões na Venezuela, a respeito de um carregamento de cocaína que estava sendo enviado para os Estados Unidos, através de Honduras."

Os homens foram intimados a comparecer no Tribunal Federal de Manhattan nessa quinta-feira. Se forem condenados a pena máxima, pegarão prisão perpétua, afirmou o Escritório da Procuradoria do Distrito Sul de Nova York.

Informações sobre a prisão foram divulgadas por Mike Vigil, um ex-chefe das operações internacionais do DEA, que tem contatos de alto escalão responsáveis ​​pela aplicação da lei federal.

Durante a prisão, os dois homens tinham passaportes diplomáticos venezuelanos e abertamente se identificaram como o afilhado e sobrinho de Maduro, afirmando que eles tinham imunidade diplomática, disse Vigil.

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A imprensa americana contactou as autoridades haitianas para perguntar sobre a prisão, mas as autoridades de lá disseram que não estavam envolvidas na operação.

O governo venezuelano não respondeu aos pedidos de comentários.

Maduro e Cilia Flores casaram-se em julho de 2013, vários meses depois que ele foi empossado como presidente da Venezuela, na esteira da morte do antigo líder Hugo Chávez.

Ambos eram membros do círculo íntimo de Chávez. Durante os anos finais de Chávez no poder, Maduro foi vice-presidente e ministro das Relações Exteriores; Cilia Flores era a procuradora-geral.

Fotos publicadas no governo venezuelano na conta do Twitter nessa quinta-feira, mostram Maduro e Cilia Flores sorrindo quando eles chegaram em Genebra, onde o líder venezuelano falou perante a Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas. Em seu discurso, Maduro criticou o que ele disse que foram décadas de esforços dos #EUA para minar o governo de seu país com falsas alegações de violações dos direitos humanos.

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Em um tweet postado logo após os relatos das prisões, ele denunciou "emboscadas imperiais" contra a Venezuela, mas ele não mencionou seus familiares.

"A Pátria continuará em seu caminho", escreveu Maduro, "nem os ataques, nem emboscadas imperiais, serão um páreos para o Povo de Libertadores, temos apenas um destino: vencer." #Crime