O ataque terrorista  à cidade de Paris, ocorrido nesta sexta-feira, 13 de novembro, foi organizado e executado pelo braço extremista do chamado EI( Estado Islâmico). A autoria do atentado foi assumida pela facção jihadista e deixou um saldo de mortes em torno de 128 pessoas inocentes, além de mais de 300 feridos, na ação organizada, há meses pelo grupo. Do lado terrorista, oito membros morreram em confronto com as autoridades francesas, outros sete morreram ao detonarem explosivos que levavam atados ao corpo e outros dois conseguiram escapar.

A França mergulhou numa verdadeira operação de combate ao terror há cerca de 10 meses, quando foi vítima de um atentado terrorista contra o jornal Charles Hebdo e o mercado kosher.

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Na ocasião, terroristas abriram fogo contra os funcionários do pasquim satírico. O saldo foi de 17 mortos. Desde então, o país adotou uma rigorosa operação contra o terror e a adoção de leis específicas contra atos terroristas. As atividades que envolveram o emprego de recursos humanos e o uso de vários equipamentos específicos, visaram  a monitorar toda e qualquer atividade que fosse suspeita de #Terrorismo.

Apesar dos esforços empregados, o atentado ocorrido nesta sexta-feira, 13, não foi percebido, apesar de previsto, pelas autoridades francesas. Foi o que admitiu  Alain Chouet, ex- chefe da inteligência estrangeira. Segundo o mesmo, seria impossível impedir que um grupo de oito terroristas, bem treinados e que retornaram há pouco tempo do exterior ou que já estavam na França, possa agir, impelido pelos ideais sírios.

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Ele vai mais além, ao declarar que seria também muito improvável que se pudesse reprimir tais organizações de planejarem novos ataques. Chouet admite, mais uma vez, que os ataques ocorridos nesta sexta-feira foram planejados com bastante antecedência e que os seus executores foram suficientemente treinados para se deslocarem dentro dos limites de Paris, bem armados e sem despertar a suspeita das autoridades. Além disto, eles estavam preparados para avançar de modo isolado e de atacarem simultaneamente, em pontos separados.

As autoridades e a polícia francesa alegam que a onda de ataques que causaram o terror em Paris não se mostra uma novidade. Eles justificam o fato de que pelo grande número de sírios que entram e saem do país, pela constante monitoração dos movimentos dos grupos da Al-Qaeda e dos grupos sírios, a tese da previsão de um ataque é reforçada.

O presidente francês François Hollande classificou o episódio como um  ato de incitação à guerra e que o país, a partir deste dia, irá adotar providências mais rígidas para tentar conter a onda de novos ataques, já que a França ainda faz parte da lista de cidades alvo pelo movimento jihadista. Hollande responsabilizou a facção síria pela onda de ataques que vem ocorrendo na atualidade. #Europa #Crime