Nesta terça-feira (17), a França voltou a bombardear a cidade de Raqqa, localizada no centro-norte da Síria, onde encontra-se o reduto do Estado Islâmico, sendo considerada inclusive a capital do terrorismo. A informação foi divulgada pelo ministério francês da Defesa como uma resposta aos atos terroristas em Paris neste último final de semana.

Em menos de 24 horas este é o segundo #Ataque ao EI. Poderosos ataques aéreos estão sendo realizados em Raqqa, que poderá sofrer novos bombardeios muito em breve.

A ofensiva teve início às 22:30 horas, pelo horário de Brasília, nesta segunda-feira (16) e dez caças participaram da missão, entre eles os modelos Rafale e Mirage 2000.

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As naves partiram de bases localizadas nos Emirados Árabes e também na Jordânia e ao todo foram lançadas 16 bombas. Esta missão foi praticamente igual à outra realizada no domingo (15).

A França está realizando todos os ataques de forma coordenada com os Estados Unidos e todos os locais atacados foram reconhecidos anteriormente através de missões especiais.

François Hollande, presidente da França, irá apresentar amanhã (18) uma proposta que visa prorrogar o estado de emergência por mais 3 meses por causa do risco que a França ainda corre de sofrer novos atentados.

O presidente da França disse ainda que o país está em guerra, porém não é uma batalha contra outras civilizações e sim contra assassinos, é uma guerra contra o terrorismo jihadista.

Uma das intenções de Hollande é conseguir uma emenda para a Constituição garantindo melhores formas de lidar com estas situações, o que deixou a população em alerta, pois com esta atitude dá-se a entender que o governo francês acredita que passará por novos atos, como os que aconteceram em Paris neste último final de semana.

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O presidente francês também deseja contar com um orçamento maior para as forças de segurança do país e também para o exército francês para ter condições financeiras de garantir segurança à população e combater o terrorismo.

"Eu considero que, nessas circunstâncias, o pacto de segurança prevalece sobre o pacto de estabilidade", declarou François Hollande se referindo ao seu pedido de um orçamento maior para o exército.

Barack Obama e Vladimir Putin serão convidados pelo presidente francês a unirem forças e formar uma coalizão internacional forte o suficiente para combater o #Estado Islâmico, porém será difícil pois Estados Unidos e Rússia não compartilham dos mesmos interesses e têm planos diferentes para os ataques.

Enquanto os Estados Unidos querem derrubar o ditador Bashar al-Assad, a Rússia quer fortalecê-lo e combater quem é contra o ditador e isto vem causando um grande entrave para se conseguir uma coalizão internacional de combate ao EI. #EUA