O presidente francês François Hollande, em reunião com a equipe de segurança nacional no sábado, havia prometido ser implacável contra o Estado Islâmico, classificando o ato terrorista de “ato de guerra”. Nessa reunião foram tomadas as primeiras decisões sobre a ação de represália ao pior atentado terrorista em solo francês já ocorrido. No dia anterior, ações coordenadas do grupo terrorista, em cinco locais de Paris, fizeram 129 vítimas fatais.

Segundo o The New York Times, o Ministério da Defesa francês declarou que houve um bombardeio à cidade de Raqqa, capital administrativa do território sob domínio do #Estado Islâmico, que utilizou doze aeronaves, entre elas, dez caças, as quais decolaram de bases militares nos Emirados Árabes e na Jordânia, lançando vinte bombas em dois alvos estratégicos.

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A ação começou às 19:50 h, horário de Paris, 16:50 h, horário de Brasília. As forças armadas norte-americanas forneceram as informações necessárias para identificar as instalações destruídas. A primeiro seria um posto de comando, com um centro de recrutamento e depósito de armas e munição. A segunda, um campo de treinamento de terroristas.

Ativistas de oposição ao governo da Síria, residentes na cidade atacada, informaram que Raqqa tem muitos habitantes que não integram o Estado Islâmico, e ataques sem critério poderiam atingir civis inocentes. Também reportaram que, como consequência dos bombardeios, o abastecimento de energia elétrica e água foram interrompidos, causando pânico na população local.

A Associated Press noticiou que, antes dos atentados de sexta, a Inteligência Iraquiana, havia emitido despacho para a inteligência francesa sobre uma ordem dada pelo líder do grupo terrorista, Abu Bakr Al-Baghdadi, de ataque aos países da coalizão que enfrenta o ISIS no Iraque e na Síria, por meio de assassinatos ou tomada de reféns nos próximos dias.

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O despacho, entretanto, não tinha detalhes de quando ou como os ataques ocorreriam. A informação foi confirmada pelo Ministro de Assuntos Externos do Iraque, Ibrahim Al-Jaafari, numa entrevista coletiva em Viena, ontem.

 Ainda segundo a AP, outros alertas informaram que o planejamento e treinamento dos terroristas da próxima ação teria sido em Raqqa, e que havia uma célula de apoio a essa ação na França, com envolvimento de 24 pessoas no total, sendo 19 na execução direta dos atentados e 5 no apoio logístico. #Terrorismo #Europa