Sempre que acontece um grande massacre, por vezes as histórias de superação, de sacrifício e respeito pela vida humana são esquecidas. Porém, tal como informa a imprensa internacional, em uma noite onde morreram pelo menos 128 pessoas nas ruas de Paris, várias histórias de imigrantes portugueses conseguem iluminar um pouco o dia seguinte ao maior atentado terrorista em território europeu desde 2004, em Madri. Margarida Sousa é um desses exemplos - ela conseguiu resgatar 60 pessoas que estavam em dificuldades, levando-as para seu prédio, os salvando de uma morte certa.

Em uma cidade onde há milhões de imigrantes de vários países, incluindo o Brasil, o terror que toda a França viveu durante toda a noite de ontem, dia 13 de novembro, também foi sentido por nossos compatriotas, que falam agora do medo que é estar em um local onde está o #Estado Islâmico.

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Porém, em tempos de maiores crises e dificuldades, várias são as pessoas que podem ser consideradas heróis, devido à sua coragem e humanidade.

Apesar de ainda não haver muitos relatos dos brasileiros, a verdade é que os imigrantes portugueses foram essenciais para que não houvesse mais mortes na noite de ontem, em Paris. Além de dezenas de taxistas portugueses que foram para a rua, apesar dos conselhos das autoridades dizerem o contrário, transportando dessa forma dezenas de franceses em segurança para suas casas, também uma senhora chamada Margarida Sousa foi para as ruas recolher o máximo de pessoas possível, como informa a agência noticiosa “Lusa”.

A imigrante portuguesa contou à imprensa que conseguiu juntar em seu prédio mais de 60 pessoas, cinco delas com balas em seus corpos, precisando urgentemente de ajuda médica.

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Com todo seu esforço e coragem, Margarida Sousa tentou parar o sangramento em várias pessoas que estavam com ela, rezando agora para que as que estavam à beira da morte possam recuperar-se no hospital. “Naqueles minutos, onde só vemos sangue e pessoas em sofrimento, achamos que estamos no meio de uma guerra. O pânico era total, mas eu tentei ajudar o máximo de pessoas possível”, disse Margarida Sousa, que acha que o dia de ontem pode ter sido o princípio de uma grande guerra. #Terrorismo #Europa