A resposta francesa aos atentados terroristas em Paris, que fizeram mais de 130 vítimas mortais, não tardou. O Ministério da Defesa francês confirmou o lançamento de 20 bombas sobre áreas ocupadas pelo #Estado Islâmico, um bombardeamento que supera a escala dos mais recentes, levados a cabo pela coligação internacional. Segundo as autoridades francesas, foram atingidos um posto de comando, um centro de recrutamento e um depósito de armas, que pertenciam ao Estado Islâmico. Tal como o presidente Hollande afirmou: “Quando os terroristas estão dispostos a cometer tais atrocidades, eles devem saber que irão encarar uma França determinada” “Iremos conduzir a luta (contra o Estado Islâmico), e ela será implacável”, o que leva a concluir que este bombardeamento, apesar da sua dimensão, não será o acto final da prestação francesa na luta contra o terrorismo, existindo ainda a possibilidade do Estado de urgência em França durar 3 meses, uma proposta que Hollande levou ao parlamento.

Publicidade
Publicidade

Durante a Cimeira dos G20, realizada em Antalya, na Turquia, o combate ao terrorismo, com destaque para a resposta aos atentados de Paris, teve o principal destaque. As temáticas que iriam ser abordadas consistiam no fluxo de refugiados que se dirigem à #Europa e na busca de uma solução para a crise que afecta a Síria, há mais de 4 anos. Os temas, intimamente ligados ao #Ataque em Paris, foram discutidos pelos líderes dos Estados mais poderosos do mundo, onde se destaca uma conversa entre Putin e Obama na qual ambos os presidentes concordaram com a necessidade de uma transição democrática para a Síria e que esta deve ser controlada pelos sírios, algo reforçado pelas declarações de Barack Obama, que afirmou: "Vamos redobrar os esforços para trabalhar com outros membros da coligação para que haja uma transição pacífica na Síria e o Daesh , essa força criadora de tanta dor e sofrimento, seja em Paris, em Ancara ou outras partes do globo, seja eliminada".

O recente bombardeamento aéreo, em conjunto com as afirmações de líderes europeus, onde a intenção da captura dos terroristas são reforçadas, bem como as afirmações de Obama, mostram o ressurgir da "chama" do combate ao terrorismo.

Publicidade

As populações ocidentais alteraram a sua disposição perante este assunto e, tal como após os atentados de 11 de Setembro de 2001, surgem apelos para uma resposta eficiente e final para o problema que é o Estado Islâmico. Contudo, deve ser enaltecida a reacção das sociedades, com destaque para a francesa, na preservação do modo de vida como uma resposta aos ataques terroristas, uma vez que é contra este que o Estado Islâmico se manifesta.

A cooperação na busca para uma solução para a situação vivida na Síria mostrou sinais de sair reforçada da conferência dos G20, podendo a recente proposta russa vir a ser analisada com uma nova perspectiva, por parte dos membros das negociações de Viena. Uma proposta que propõe uma transição democrática para a Síria apoiada nas estruturas do regime de Assad, que apenas servirão a titulo temporário e que serão substituídas por um sistema democrático apoiado pelos sírios.