Os ataques terroristas em Paris foram realizados dois dias antes da reunião do G-20 que reúne os 20 países mais ricos do mundo. Naturalmente, este acabou sendo o principal tema discutido pelas grandes potências mundiais. 

A grande polêmica foi mesmo a respeito da posição de Dilma Rousseff que antes condenava os bombardeios americanos à Síria e defendia um diálogo aberto, só que agora a presidente do Brasil apareceu com um novo discurso dizendo que é preciso uma ação conjunta, urgente, para combater sem tréguas o terrorismo.

Jacob Zuma, que é presidente da África do Sul, ficou sabendo que um dos terroristas participantes do ataque a Paris tinha passaporte da Síria e por isto pediu para que as pessoas não fiquem pensando que, agora, todos os refugiados sejam vistos como terroristas.

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O ponto em comum no G-20 foi a certeza que somente agindo em conjunto é que eles conseguirão impedir novos ataques terroristas e até mesmo bloquear o avanço do Estado Islâmico. O grande problema eram as diferenças de estratégias apresentadas pelos Estados Unidos e a Rússia, mas os líderes reunidos na Turquia começaram a perceber que é preciso deixar estas diferenças de lado e traçar uma estratégia conjunta urgentemente.

Barack Obama prometeu que não vai medir esforços para em conjunto com a França, encontrar os responsáveis pelos atentados em Paris. O presidente dos Estados Unidos agora espera que a França finalmente assuma uma posição contra o terrorismo e venha a fazer parte da aliança militar que continua bombardeando o Estado Islâmico.

A Rússia já vem realizando vários bombardeios à Síria, só que está procurando atingir outros alvos que são as milícias rebeldes (apoiadas pelos Estados Unidos) que têm como principal interesse a tomada do governo de Bashar al-Assad.

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Obama e Vladimir Putin se cumprimentaram, porém não foi realizada nenhuma reunião somente com eles para tratarem destas diferenças.

Putin defende o ditador Bashar al-Assad e vai continuar ajudando-o a se manter no poder, enquanto que Barack Obama acha que ele deve ser derrubado e a ditadura não pode ser a solução para aquela região.

François Hollando não compareceu ao encontro do G-20 porque ficou em Paris, mas todos os líderes reunidos prometeram que vão tomar medidas emergenciais para impedir que o dinheiro chegue até o Estado Islâmico e assim pare de financiar o terror. #Terrorismo #Crise #EUA