O #Governo brasileiro, encabeçado pela presidente #Dilma Rousseff, não se mostrou favorável a uma das primeiras bandeiras levantadas por Mauricio Macri, já como presidente eleito da Argentina. Segundo ele, a Venezuela deveria sofrer uma sanção e ser retirada do #Mercosul em decorrência da sua postura em manter "presos políticos" e ir contra os ideais democráticos.

Em comunicado, o Palácio do Planalto reafirmou que entende que todos os sócios do bloco (Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Venezuela) precisam trabalhar juntos e somar forças para tornar o grupo ainda mais forte e robusto. Além disso, a cúpula do governo brasileiro espera que Macri deixe os seus interesses em segundo plano e mude o foco para o que for melhor para a união aduaneira.

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Por telefone, Macri e Dilma já tiveram um rápido contato no mesmo dia em que o oposicionista venceu as eleições na Argentina e pôs um ponto final em 12 anos na era Kirchner - Cristina, a atual presidente, sempre foi apoiada por Dilma e Lula. Na conversa, o novo mandatário do país vizinho declarou que pretende tornar a relação com o Brasil "mais dinâmica e fluida". Antes mesmo de tomar posse no dia 10 de dezembro, Macri deverá fazer uma visita ao Brasil. Dilma, por sua vez, prestigiará sua posse em Buenos Aires.

Tornar dinâmica a economia, aliás, foi uma das grandes plataformas de campanha de Macri, que, em votação apertada no segundo turno, bateu o candidato da situação, Daniel Scioli. Em suas promessas, Macri defendeu o término do controle cambial instituído por Cristina e garantiu o interesse na retomada de relações comerciais com outras nações.

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