Surge mais um capítulo na trágica história dos atentados terroristas ocorridos na sexta-feira, 13 de novembro em Paris, onde tiroteios e explosões simultâneas tiraram a vida de mais de uma centena de cidadãos inocentes e alguns terroristas do #Estado Islâmico. O governo grego preocupado com a instabilidade e segurança na #Europa e consecutivamente dentro do seu próprio território, informou a imprensa mundial que o passaporte de nacionalidade síria que foi achado com um dos terroristas autores dos atentados na França, revelava que a pessoa havia entrado na Grécia na posição de refugiada.

Nikos Toskas que é o atual ministro adjunto da Grécia para assuntos referentes a casos de polícia, disse que o dono do passaporte sírio entrou na Grécia recentemente, no dia 03/10 via Ilha de Leros no Mar Egeu.

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O governo grego relatou ainda, que seria um homem jovem que fazia parte de um grupo de 69 refugiados, onde a regra da UE - União Européia, insta que o país que recebe refugiados, registre as digitais dos mesmos logo por ocasião de sua chegada. O nome desse suposto “refugiado” está sendo mantido sob sigilo como uma forma de não se atrapalhar as investigações.

O ministro grego fala ainda que ele e o seu país "não sabem se o passaporte foi verificado pelas outras nações que serviram como rota de fuga ou pelas quais, muito provavelmente, o homem tenha seguido o seu caminho.”

A UE determina por meio de leis específicas que um refugiado tem a obrigação de ser registrado pelo primeiro país que o acolhe ou entra e é geralmente nesse país que a pessoa consegue asilo; todavia, basicamente devido ao enorme volume de refugiados – sobressaindo-se os sírios - que se utilizam da Grécia bem como, da Itália, para fugir das regiões que estão em guerra, outros países da Europa estão dando moradia e abrigo para essas pessoas.

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Um mecanismo que surgiu para facilitar a vida entre cidadãos e pessoas que atravessam os países europeus, mas no caso, talvez tenha contribuído para os terroristas, é o fato de que a Grécia por ser integrante do denominado Espaço Schengen, o qual é composto de 26 países da Europa, tais como a França, não necessita do controle de imigração nas zonas de fronteiras, isto é, o passaporte ao se atravessar de um país para o outro, não precisa ser apresentado.

Um outro detalhe que deve ser considerado, é que pelo terrorista possuir um passaporte correlacionado a uma pessoa refugiada de guerra, não atesta absolutamente, pelo menos até agora, que ambos os indivíduos sejam a mesma pessoa, uma vez que o documento pode, por exemplo, ter sido fruto de roubo, mas fato é: que a segurança internacional está cada vez mais abalada diante de uma ordem mundial que se deteriora rapidamente. #União Europeia