O grupo jihadista Estado Islâmico reivindicou a autoria dos ataques em diversos pontos de Paris na última sexta-feira. O atentado, entre ataques a tiros e bombas, fez 128 vítimas e deixou 180 pessoas gravemente feridas. O presidente da França, François Hollande, considerou o atentado como um "ato de guerra genuíno" e garantiu que o país "será implacável em todas as frentes, por dentro e por fora".

O grupo #Estado Islâmico assumiu a autoria dos ataques em uma de suas contas no Twitter: "Oito irmãos vestindo cintos explosivos e armados com rifles de assalto foram destinados a locais cuidadosamente escolhidos no coração de Paris".

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O grupo ainda acrescentou que os ataques na França "são apenas o começo" e que "com a ajuda de Alá", todos os cidadãos franceses seriam mortos.

Fronteiras fechadas

O Presidente da Frente Nacional, Marine Le Pen, declarou que "a França e os franceses não estão seguros". Segundo Marine, o Presidente Hollande acionou um controle emergencial de fronteiras, mas confessou que o correto seria ir além das recomendações da União Europeia e controlar permanentemente as fronteiras do país, pois para Marine, "o fundamentalismo islâmico precisa ser destruído".

Conselho de Defesa

Um Conselho de Defesa foi convocado pelo Presidente no Palácio do Eliseu, morada oficial da presidência da França. Na reunião estavam o Primeiro-Ministro Manuel Valls, o Ministro da Ecologia Ségolène Royal, a Ministra da Justiça Christiane Taubira, o Ministro da Defesa Jean-Yves Le Drian, a Ministra da Saúde Marisol Touraine, o Ministro da Economia Emmanuel Macron, o Ministro das Finanças Michel Sapin, o Ministro do Interior Bernard Cazeneuve e o Secretário-Geral do Eliseu, Jean-Pierre Jouyet.

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Também estavam presentes o Diretor Geral da Segurança Externa, o Diretor Geral da Segurança Interna, o Diretor Geral Gendarmerie Nacional, o Diretor Geral da Polícia Nacional, o Chefe do Estado Maior do Exército, o Secretário-Geral da Defesa e Segurança Nacional e o Secretário-Geral do Comissário da Polícia de Paris.

O Chanceler francês Laurent Fabius anunciou que "medidas foram tomadas para reforçar a segurança do governo francês no estrangeiro":

"Eu já tomei medidas a nível internacional para todos os nossos direitos de passagem - ou seja, as nossas embaixadas, consulados, institutos culturais e escolas de ensino médio - fossem protegidas mais".

Reino Unido e Bélgica em estado de alerta

O Primeiro-Ministro britânico David Cameron também deverá presidir uma reunião de crise, prevista para o próximo domingo, dia quinze de novembro. Segundo o Primeiro-Ministro, o seu país também está "enfrentando a mesma ameaça". Espera-se que também sejam reforçadas as medidas de segurança. O Primeiro-Ministro belga, Charles Michael, fez uma declaração à emissora de televisão RTBF pedindo que a população belga evitasse viagens a Paris. #Terrorismo