Nasceram juntas e juntas morreram. Com o curto espaço de apenas trinta anos a separar esses dois momentos, em uma vida bem curta. Emilie e Charlotte morreram em um dos atentados de Paris, no dia 13 de novembro. No dia em que recolheu os corpos, a mãe das meninas esteve com o filho em Paris, onde conheceu a dor inimaginável de uma mãe que teria que enterrar duas filhas juntas. Trinta anos após nascerem, juntas. 

É uma das histórias mais trágicas e comoventes que marcaram esse atentado terrível em Paris. Emilie e Charlotte Meaud viviam em Paris e estavam dando os primeiros passos separadas. Quis o triste destino que não continuassem separadas por mais tempo.

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As irmãs inseparáveis tinham tanta afinidade e amor que se encontravam sempre que podiam. Emilie era arquitecta e Charlotte economista. Sempre foram boas alunas e estavam se saindo bem também na vida profissional, começando a despontar no mercado de trabalho. 

Por força do trabalho, viviam em apartamentos separados. Na noite da tragédia, no 13 de novembro em que o Estado Islâmico se dividiu em atentados por Paris, as gêmeas resolveram sair à noite. Estavam no bar Carillion, onde perderam a vida junto de mais onze inocentes. Foram baleadas treze vítimas das 130 que a França perdeu nessa noite de terror. 

A mãe de Emilie e Charlotte perdeu o pai e o marido o ano passado. E chora agora a morte das duas filhas. Ela esteve em Paris, nesta quinta-feira, dia 19, para encaminhar os corpos das meninas que quer levar e enterrar na cidade onde vive com seu filho - ambos ficarão sós em Aixe-sur-Vienne, na França, após mais essa tragédia familiar. 

Na pequena cidade onde vivem, as pessoas estão inconsoláveis com a perda de duas filhas da terra.

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O presidente da câmara está arrasado. "É muito, muito duro para uma mãe enterrar um filha. Enterrar duas é impensável", contou Rene Arnaud para o Mailonline.  

Rene esteve com a mãe e o irmão das gêmeas quando souberam da triste notícia e confessou não saber como consolar essa #Família: "Com que palavras se pode consolá-los? Não existem palavras para tal".  #Estado Islâmico #Crime