A imprensa japonesa divulgou a intenção do país em retomar a caça às baleias ainda no primeiro trimestre de 2016. A caça aos mamíferos pelo Japão no Oceano Antártico era comum até a proibição pela (C.I.J.) Comissão Internacional de Justiça para a atuação dos navios baleeiros japoneses nas temporadas 2014 - 2015, mas com decisão adotada no último dia 27, o país anunciou à (C.B.I.) Comissão Baleeira Internacional que irá retomar a caça, relatando que serão caçados 333 animais, o equivalente a um terço do teto anterior, que chegava a 900 animais.

Segundo o jornal japonês Yomiuru Shimbun, os navios devem zarpar dos portos do país ainda em dezembro, o que já causou muitos protestos dos movimentos ecológicos e de defesa do meio ambiente de todo o mundo.

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No final de 2014, o Japão apresentou seu plano de caça alegando ser necessária a caça para fins científicos e que teria o objetivo de determinar algumas características dos animais a fim de se definir um limite razoável para a caça da espécie, se que a colocasse a reprodução da espécie em perigo.

Os "fins científicos" alegados pelo Japão, sempre geraram desconfiança em todas as organizações de proteção destes animais, mas ganhou fôlego nas pesquisas do professor Seiji Shioda, da Universidade de Farmácia de Tóquio, que alega que roedores que foram alimentados com uma substância extraída da carne de baleia, responderam melhor nas pesquisas relacionadas a problemas de memória e demência, segundo o caderno sustentabilidade do portal Terra.

O consumo da carne de baleia, vem diminuindo muito entre os japoneses e já é comum ver o produto encalhar nas prateleiras dos supermercados.

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O hábito de se alimentar desses cetáceos surgiu no pós-guerra e tinha como objetivo alimentar uma população faminta e as características da carne desses animais era perfeita para esse fim.

O Japão, ao lado de Noruega e Islândia, são os únicos países no mundo com essa prática ainda em atividade e alega que a população da espécie Minke é grande o suficiente para suportar a caça sem comprometer a espécie. #Crime #Violência #Organização Mundial de Saúde