Na manhã desta sexta-feira, por volta das 7:00 h, (5:00 h, horário de Brasília), um grupo armado invadiu o Radisson Blu Hotel, em Bamako, capital do Mali, na África Ocidental. O grupo conseguiu acesso ao edifício por ter utilizado um automóvel com placa de serviço diplomático. Testemunhas relataram à rede Al Jazeera que o grupo era formado por dez homens, todos armados. Os mesmos relatos apontam que os homens disparavam rifles AK-47, aos gritos de Allahu Akbar, Deus é Grande. 

O hotel recebe habitualmente diplomatas e funcionários de companhias aéreas. Do total de 170 reféns de diversas nacionalidades, em poder dos terroristas, 140 eram hóspedes e 40 funcionários do hotel.

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Entre eles, franceses, 20 indianos e 6 norte-americanos. Parte dos reféns, aqueles que conseguiram recitar trechos do Corão, livro sagrado do Islamismo, foi libertada pelos próprios sequestradores.

Forças especiais malinesas e forças de segurança das Nações Unidas se mobilizaram na operação de resgate. Forças especiais da França e dos Estados Unidos cooperaram nas ações. Da equipe de resgate, dois se feriram, segundo a ORTN, agência local.

O fim do sequestro foi anunciado pelo Ministro da Segurança do Mali, Salif Traoré. As forças de paz das Nações Unidas encontraram 27 corpos no hotel, sendo 22 de reféns e dois de terroristas, segundo a agência Reuters. Todos os outros reféns foram resgatados, incluindo 12 funcionários da Air France.

O grupo algeriano Al-Mourabitoun, ligado a Al-Qaeda, reivindicou autoria do ataque, segundo a rede Al Jazeera.

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REPERCUSSÃO INTERNACIONAL

A Casa Branca condenou o ataque ao hotel, que pertence a uma rede norte-americana, e ofereceu ao governo malinês cooperação nas investigações para encontrar os responsáveis. O Secretário Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, também se pronunciou contra a ação, especialmente por suas vítimas fatais e feridos.

Embora o Mali receba ajuda da França, em campanha militar há três anos, tendo reconquistado, em 2013, o norte do país das mãos de grupos ligados à Al-Qaeda, até o momento, não há nenhuma conexão desse atentado com o ocorrido em Paris, no último dia 13.

  #Terrorismo #Guerra Civil