Duas meninas, uma de 16 e outra 17 anos, fugiram da casa dos pais, na Áustria, deixando uma notinha revelando que estavam saindo para combater na Síria. Sem mais explicações, esses pais perderam suas filhas em abril de 2014 para uma guerra que não devia ser a delas. Desaparecidas desde então, a imprensa austríaca revelou que uma das garotas, Sabra Kesinovic, foi espancada até a morte quando tentava fugir de Racqa, a capital do EI na Síria. 

Tanto Sabra como sua melhor amiga, Sabina Selimovic, de 16 anos, foram usadas pelo ISIS como garotas propaganda e suas imagens foram vistas em várias campanhas a favor do #Estado Islâmico convocando mais garotas a se alistarem.

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As fotografias das meninas apareceram nas redes sociais e em websites, com elas empunhando armas e com vestes islâmicas, e rodeadas por homens também armados. Para a polícia austríaca, essas fotos serviam para recrutamento de mais meninas.

Um homem foi preso em Viena, na Áustria, em novembro do ano passado. Mirsad O. negou ter recrutado essas duas garotas, mas os policiais acabaram levando ele para cadeia, acreditando ser o responsável por convencer as meninas a se alistaram ao Estado Islâmico

Sabra e Sabina são duas filhas de famílias de refugiados. Seus pais fugiram da guerra na Bósnia e foram acolhidos na Áustria. Aos 15 e 16 anos, e amigas desde sempre, resolveram fugir de casa, deixando um bilhete para que suas famílias não as procurassem mais. "Vamos servir Alá e vamos morrer por ele", escreveram, segundo notícia do jornal Telegraph

As duas garotas teriam casado com jihadistas islâmicos e estariam já as duas mortas, apesar do governo austríaco não conseguir confirmar ainda essa informação, mas as famílias teriam sido informadas nesse sentido. 

Sabina Selimovic, de 16 anos, teria morrido combatendo na Síria.

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Já Sabra Kesinovic, de 17, se arrependeu e teri tentado voltar para casa. Mas para os jihadistas parece não haver caminho de volta. Eles não a deixaram fugir de Racqa, na Síria, matando a jovem espancada.  #Europa