Neste domingo (29), o chefe da Defesa da Alemanha, Volker Wieker, confirmou em entrevista ao jornal Bild am Sonntag, que o parlamento alemão deve aprovar até o final de dezembro o envio de 1.200 soldados para o Oriente Médio. O objetivo da tropa é auxiliar nos serviços para navios e aviões que estão em combate contra o Estado Islâmico.

Para Volker, do ponto de vista militar esse é o contingente necessário para acompanhar o porta-aviões francês Charles de Gaulle até o Oriente Médio. O chefe da Defesa também afirmou que a Alemanha negocia a utilização das bases de Incirlik e Amã, respectivamente na Turquia e Jordânia. A base de Incirlik, por exemplo, tem servido tanto de ponto de apoio para aviões dos Estados Unidos, na Europa, como de suporte para operações aéreas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

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A ideia é manter de quatro a seis aviões "Tornado" na base. A estrutura serviria para facilitar o reconhecimento da região. Uma das propostas da Alemanha é justamente apoiar a França no reconhecimento de áreas ocupadas pelo #Estado Islâmico na Síria.

Opinião pública

Apesar da promessa da chancelar alemã Angela Merkel, de ajuda contra o terror, feita ao presidente francês François Hollande, a opinião pública na Alemanha é contra o envio de tropas ao exterior. O procedimento cauteloso de envio de soldados é controlado e evitado desde a queda do nazismo, a não ser para missões de paz.

A primeira intervenção militar do exército alemão no exterior, após a Segunda Guerra mundial, foi organizada e validada pela OTAN, em 1999. Foram missões aéreas, em Kosovo, na península dos Balcãs. Vale também ressaltar que, atualmente, militares alemães estão equipando e formando novos quadros entre os combatentes curdos, no norte do Iraque.

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Parlamento

Mesmo com a opinião pública contrária, a medida deve passar sem dificuldades pelo parlamento federal da Alemanha (Bundestag). Com o envio das tropas, além da de reforçar a coalizão, a Alemanha minimiza um possível desgaste diplomático com a França. #Terrorismo #Ataque