Com a onda de fuga da guerra na Síria é cada vez mais comum encontrar migrantes em situações degradantes tentando entrar ilegalmente na Europa. Trazidos por traficantes de seres humanos, que cobram dos mesmos e na maioria das vezes os entregam à própria sorte, muitos já morreram enfrentando travessia por mar, asfixiados em caminhões... Só que dessa vez o motorista  do caminhão que levava os migrantes foi flagrado e preso, na Bulgária. O Ministério Búlgaro do Interior informou que, na fronteira entre a Bulgária e a Turquia foi interceptado um caminhão frigorífico com 130 migrantes, neste sábado (31). Entre eles estão 38 homens, 35 mulheres e 58 crianças, provavelmente  vindos da Síria.

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Felizmente o estado dos migrantes não demanda maiores preocupações e o motorista do caminhão foi preso.

Na tentativa de entrar na Europa fugindo da guerra na Síria, foi encontrado no leste da Áustria outro caminhão frigorífico abandonado, no final do mês de agosto numa situação trágica: 59 homens, 8 mulheres e 4 crianças, mortos por asfixia, vindos da Síria e do Afeganistão. Já no dia 23 de outubro, situação semelhante aconteceu na França, onde 14 pessoas sírias, iraquianas e iranianas foram pegas se dirigindo a Calais, no norte da França, também em um caminhão frigorífico. Tendo inalado monóxido de carbono todos foram levados para hospitais da região. Calais é muito procurado por migrantes por ser um porto e o túnel que atravessa o canal da mancha e é entrada para a Inglaterra.

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Com a crise migratória países da Europa como, Grécia, Itália, Macedônia e Hungria, tem sofrido com a entrada de milhares de pessoas que vem fugindo das regiões em guerra no Oriente Médio e África. Um estado de absoluta confusão vem se instalando nos últimos meses nos países do leste da Europa, à proporção, quer seja de ônibus, de trem ou a pé, de milhares de migrantes que prosseguem rumo ao continente. Segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), mais de 700 mil imigrantes e refugiados já chegaram à Europa, só esse ano, pelo Mediterrâneo e que 3.210 morreram ou estão desaparecidos, anunciou nessa semana, a ACNUR (agência da ONU para os refugiados). #Crise migratória