A queda no valor do petróleo está fazendo com que mais de 40% dos emigrantes portugueses que estão trabalhando em Angola tenha seus salários em atraso. Como informa o jornal “Expresso”, os sindicatos garantem que muitos portugueses não têm nem dinheiro para passarem o Natal com suas famílias, sendo que muitos deles estão passando por “muitas dificuldades” com toda essa situação. Com o orçamento angolano feito com base no preço do barril do petróleo, a queda do valor de 81 dólares para 47 dólares fez com que muitas empresas de construção civil não conseguissem cumprir com suas obrigações salariais.

Em um país que também tem bastante emigrantes brasileiros trabalhando, em grande número no setor da construção civil, as empresas angolanas e seus trabalhadores estão se desgastando, sobretudo por causa do arrastar dessa crise no tempo, como afirmou Reis Campos, presidente da Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário.

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Dos 200 mil portugueses que estão trabalhando nesse setor em Angola, cerca de 80 mil não estão recebendo pelo seu trabalho em um período que vai de 2 a 6 meses, como afirma o jornal “Expresso”. Devido a essa situação crítica e de verdadeiro sofrimento para muitas famílias,  se começa a sentir  a falta de dinheiro, fazendo a que Albano Ribeiro, presidente do Sindicato da Construção Civil, tenha admitido à imprensa que muitos emigrantes estão atravessando situações muito complicadas nesse momento.

Albano Ribeiro também garante que muitos dos portugueses que conseguiram juntar dinheiro para passarem o Natal com suas famílias, cerca de mil, não devem voltar à Angola. Em uma altura que também a Europa, principalmente a do Sul, ainda se recupera de uma crise profunda, e que Portugal e Espanha continuam com grandes níveis de desemprego, a crise que se  verifica em Angola pode fazer com que esses números do desemprego voltem a disparar nesses países.

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Os que continuam trabalhando em Angola esperam ver suas situações regularizadas, para finalmente conseguirem sair de algumas situações miseráveis que esses atrasos estão provocando na vida de muitos deles. #Crise econômica #Crise migratória