Holley Tierney acredita que o "risco compensou", agora que tem suas bebês em casa, junto com ela. No final de cinco ciclos de quimioterapia, falta apenas mais um para essa inglesa, que está muito feliz, pois, no fim, valeu a pena o sacrifício que fez por suas filhas, o de levar a gravidez até ao final, em vez de abortar, como os médicos a aconselharam.

Cada vez se sentindo melhor, Holley, de 25 anos, partilhou sua história com o jornal Mirror, para que as mulheres grávidas prestem mais atenção nos sintomas sentidos durante a gestação. É que nem sempre as sensações têm haver com a gravidez, como foi o caso dessa mãe. 

A jovem Holley estava vivendo sua primeira gravidez, quando começou a sentir dores muito fortes no peito e nos braços.

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Grávida de primeira viagem, pensava que todos os sintomas de cansaço, ruborização e calafrios tinham ligações com a gravidez. Mesmo assim, resolveu contar para o médico sobre essa dor. Os exames confirmaram o pior dos cenários e uma sombra no peito significou câncer. 

Para os médicos de Manchester, na Inglaterra, a solução mais simples era colocar um ponto final na gravidez e tentar salvar a vida de Holley, começando logo a quimioterapia. Com 23 semanas de gestação, a jovem não tolerou a ideia de perder suas bebês e disse que já as sentia dando chutes em sua barriga. Para Holley, era tarde demais para abortar. Ela se recusou, mesmo com os médicos a pressionando, e mesmo sabendo que era sua vida que estava em risco. 

Todas as semanas fazia novos exames, e via suas filhas crescendo. Pelas 29 semanas, os médicos anteciparam o parto e fizeram cesariana, porque o câncer estava se alastrando.

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As meninas nasceram bem pequeninas, mas, para Holley, foi o momento máximo de toda uma vida. A jovem mãe contou para o jornal Mirror que foi a melhor sensação de todas pegar suas filhas no colo. Mas, ao mesmo tempo, se arrepiava de pensar que podia não vê-las crescerem. 

Uma semana depois do parto, Holley começou a quimioterapia e sentiu verdadeiramente a #Doença, com mal-estar e a queda do cabelo. Onze semanas após nascerem, Havana e Harlow tiveram alta e foram para casa. Para a mãe, a luta ainda não terminou. Falta um ciclo mais de quimioterapia antes de começar com o tratamento de radioterapia, no início do próximo ano.

"Sei que tenho que ficar forte e saudável para as gêmeas", conta a mãe, corajosa e convicta de que tomou a decisão certa em levar a gravidez até o final.  #Família #Curiosidades