Em Nova Delhi, capital da Índia, aconteceu uma revolta muito grande. Em um templo hindu, as autoridades informaram que as mulheres que estiverem no período menstrual não poderão ter acesso ao templo, pois tal fato não é considerado puro na religião. A "inspeção" será feita com um detector. "A entrada de uma mulher só será permitida se a mesma estiver no período adequado (fora dos dias de mestruação). A máquina, que vai fazer [a inspecção] ainda vai chegar algum dia'', falou Prayar Gopalakrishnan, a autoridade no templo.

O presidente do Escritório de Propriedades Divinas do templo de Sabrimala, no estado de Kerala Gopalakrishnan, falou sobre a máquina, em uma coletiva para os jornalistas na última semana.

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Campanha "Feliz por Sangrar"

A campanha ''Feliz por sangrar'', que tem a participação de muitas mulheres de muitas cidades do país, quer que o ''tabu'' referente a esse período que é natural da mulher, seja derrubado. O movimento exige que as mulheres tenham livre acesso aos templos.

"A 'Feliz por Sangrar' é uma campanha que tem como objetivo derrubar todo e qualquer tipo de sexismo ou tabu que posso existir contra nossas mulheres. Ela reconhece a menstruação como uma atividade natural que não precisa ser escondida", comentaram as mulheres na internet, usando uma rede social.

A grande maiorias das jovens hinduístas, que não concordaram com o que Kerala Gopalakrishnan disse, usaram a internet para expressar a sua indignação. Elas postam fotos nas redes sociais e escrevem o que estão sentindo, ainda clamam por dias melhores.

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"Nenhum sacerdote vai falar o que eu devo fazer com o sangue, com os ovários. Quem tem essa decisão é somente eu e não ele",  escreveu uma jovem em uma rede social. "Se estamos no período menstrual, não devemos ser tratadas dessa forma, pois isso é uma coisa natural do nosso organismo", postou outra jovem na mesma rede social (Twitter).

A manipulação de alimentos, cozinhar e outras coisas não são permitidas no país, durante a menstruação. Algumas mulheres ficam separadas de seus maridos, e muitas vezes até de seus entes mais próximos por causa disso. De acordo com o Conselho de Provisão de Água e Saneamento Colaborativo (WSSCC), não chega a 2,0% a quantidade  de indianas que mantém uma vida normal durante esse período. #Religião #Comportamento