No Brasil, quando a escola pede para os alunos ajudarem na limpeza das salas e carteiras, a atitude não é bem recebida pelos pais, que consideram um abuso. No Japão, lavar as dependências do colégio e servir a merenda escolar, são atividades corriqueiras dos alunos do ensino fundamental e médio.

"Na escola, o aluno não estuda apenas as matérias, mas aprende também a cuidar do que é público e a ser um cidadão mais consciente. Ninguém reclama, por que sempre foi assim", argumenta Toshinori Saito, professor. 

No Japão, não existe refeitório nas escolas. Os alunos fazem o lanche dentro da sala de aula, e depois organizam tudo novamente.

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Logo após a merenda, a classe é dividida em grupos designados para lavar pratos e talheres usados na refeição, limpar o chão das salas, corredores, banheiros e escadas. Os professores fazem um rodízio entre os grupos. 

"Também ajudei a cuidar da escola, assim como meus pais e avós. E nos sentimos felizes ao receber as tarefas, por que estávamos ganhando responsabilidade", completa o professor. Michie Afuso, presidente da ONG ABC Japan, que ajuda na integração de estrangeiros com japoneses, afirma que as obrigações fazem com que as crianças entendam a importância de limpar o que sujaram.

Uma boa prova disso foi o exemplo dos japoneses na Copa do Mundo, realizada no Brasil em 2014. A torcida do Japão sempre limpava as arquibancadas dos estádios. As ruas das cidades japonesas são extremamente limpas. 

Michie Afuso diz que aos olhos dos estrangeiros, esse sistema de #Educação pode parecer muito rígido, "mas a educação é algo que levamos a sério aqui", diz ele.

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Lá, os professores são muito respeitados. Casos de violência nas escolas são bem raros. "Desde os tempos antigos, a escola e os professores são respeitados. Os alunos aprende a cultivar o sentimento de agradecimento a escola", diz a brasileira Emília Mie Tamada, que trabalha na província de Nara há 15 anos. 

Já no Brasil, a história é bem diferente. Os casos de violência escolar acontecem com uma frequência absurda, como o recente caso de uma aluna que bateu na diretora da escola, após ter o celular confiscado. Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que ouviu mais de 100 mil professores e diretores de 34 países, o Brasil ocupa o topo do ranking de violência nas escolas.

Michie Afuso sugere que Brasil e Japão poderiam ter um programa de intercâmbio educacional. Assim, professores brasileiros poderiam adotar algumas idéias do sistema de ensino japonês e melhorar a disciplina dos alunos brasileiros. #Dicas #Curiosidades