Os nomes de, pelo menos, três dos terroristas do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIS), que realizaram ataques mortais neste mês em Paris, eram conhecidos pelo prefeito de um subúrbio de Bruxelas, desde o início de 2014. A revelação foi feita nesta semana. 

Molenbeek Mayor Francoise Schepmans admitiu que tinha recebido uma lista contendo mais de 80 nomes e endereços de pessoas suspeitas de ligações com militantes islâmicos. O jornal The New York Times informou que a lista de nomes incluía Abdelhamid Abaaoud, o suposto mentor dos ataques de 13 de novembro; bem como Brahim e Salah Abdeslam, um dos quais se explodiu naquela noite fatal, enquanto o outro fugiu para a Bélgica depois de aparentar abandono a sua missão suicida.

Publicidade
Publicidade

O prefeito disse ao jornal norte-americano que o acompanhamento de terroristas locais é da responsabilidade da polícia federal. O relatório publicado pelo NYT não esclareceu o que Schepmans fez com as informações que lhes foram dadas.

Em outra parte do relatório, o prefeito de Verviers, onde a polícia dispersou uma conspiração terrorista, liderada por Abaaoud, em janeiro deste ano, disse ao jornal que foi informado pelos serviços de segurança da Bélgica que sua cidade foi o lar de 34 jihadistas suspeitos.

A sensação de desconforto na Bélgica foi intensificada no início desta semana, depois de 15, de 16 pessoas, serem detidas em uma série de ataques anti-terroristas na noite do último domingo, 22. Todas foram libertas sem alguma acusação no dia seguinte. O ministro do interior belga, Jan Jambon, disse que os ataques tinham sido projetados para frustrar algum ataque iminente em Bruxelas.

Publicidade

França e Bélgica continuam a caçar Salah Abdeslam, bem como um segundo fugitivo, que também teriam desempenhado um papel nos ataques.

Na capital belga, as escolas reabriram nesta quarta-feira, 25, apesar da cidade permanecer no nível de alerta mais alto possível. Autoridades se levantaram no sábado, 21, dizendo que a ameaça de um novo ataque foi grave e iminente. O nível de alerta elevado havia fechado lojas, escolas e o sistema de metrô em Bruxelas.

O governo belga também ordenou que os serviços de saúde e de socorro tomassem medidas de precaução para garantir a proteção contra os extremistas. #Terrorismo #Europa #Crime